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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Crescendo para baixo

Dizem que não é muito bom escrever ou ler no carro em movimento, mas neste exato momento estou com minha família voltando das abençoadas férias em Santa Catarina e Serra Gaúcha. Agradeço a Deus pela mordomia imerecida. Foram 17 dias sem fazer comida, limpar a casa, dirigir o carro, lavar roupa e etc. Só posso dizer ao Senhor: "Obrigada, de coração!"

Em Eclesiastes 3, o rei Salomão nos lembra: "há tempo de descansar e tempo de trabalhar". Tenho que ser grata a Deus pelo descanso que  me deu durante esse tempo e agora também pelos desafios que virão na volta para rotina de trabalho e ministério. Certamente, assim como Deus supriu tudo até aqui, continuará suprindo em São Paulo.

 Aproveitei o tempo para ler bastante a Bíblia e alguns livros cristãos que sempre me edificam e me ajudam no crescimento da vida espiritual. Vou aqui ressaltar em especial uma parte do livro de J. I. Packer “A Redescoberta da Santidade”. É um chamado importante à verdadeira santidade de Deus.

 Quando nossos filhos eram pequenos costumávamos marcar a altura deles no azulejo do banheiro para vermos os centímetros que eles cresciam a cada mês. Packer, o autor do livro, mostra biblicamente que em nossa vida cristã quando isso acontece é um mau sinal. 

Sem dúvida é estranho pensarmos num crescimento para baixo numa cultura onde só é bem sucedido aquele que está em ascendência em todos os aspectos da vida. Entretanto esse é o padrão humano e não podemos nos conformar a ele como vemos em Rm.12:2: "E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus".

"Só crescemos em direção a Cristo quando diminuímos. (humildade, do latim humilis, significa “baixo”). Sendo assim nós cristãos podemos dizer que crescemos quando ficamos pequenos. O profeta de Deus, João Batista, falando sobre seu próprio ministério disse: “Convém que Ele cresça e que eu diminua” (Jo. 3:30). “O orgulho nos infla como balões, mas a graça perfura a nossa vaidade e faz com que o ar quente dela, saia do nosso sistema. O resultado é que diminuímos e passamos a nos ver menores - menos inteligentes, menos competentes, menos fortes, menos preparados, menos comprometidos, e assim por diante. Paramos de falar para nós mesmos que somos de grande importância para o mundo e para Deus. Passamos a aceitar o fato de que somos dispensáveis e insignificantes”.

Ao trocarmos a fantasia da competência por confiança, obediência, dependência, paciência, em um relacionamento mais íntimo com Deus, abrimos mão de sermos admirados por fazer tudo maravilhosamente bem e passamos a reconhecer que, de acordo com o mundo, não temos probabilidade de parecer ou ser bem sucedidos. Submetemos a Deus nossas fraquezas na tentativa de conseguirmos forças para vencê-las.

James Denney, um estudioso escocês, disse certa vez que “é impossível deixar ao mesmo tempo a impressão de que sou um grande pregador e Jesus Cristo um grande Salvador. Da mesma forma, é impossível deixar, ao mesmo tempo, a impressão de que sou um grande cristão e Jesus Cristo um grande Mestre". "Portanto, o cristão deve fazer de sua atitude de diminuição uma prática, de modo que nele e por meio dele, o Salvador possa mostrar-se grande. Isto é o que quero dizer com crescer para baixo". (J. I. Packer).

Amigas, sou imensamente grata a Deus por me lembrar dessas verdades durante o tempo de férias. Se queremos crescer com Deus temos que diminuir e deixar a graça Dele perfurar a vaidade do nosso coração para que o orgulho saia. Temos que reconhecer o quanto somos fracas e desesperadamente dependentes de Deus  para diminuir e Cristo crescer em nossas vidas.


No próximo artigo continuaremos “Crescendo para baixo: parte II".

Fonte: Livro "A Redescoberta da Santidade", J.L. Packer

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Ano Novo Com Novos Alvos

Estamos para receber do Senhor um Ano Novo com muita expectativa e esperança. É sempre um desafio e uma boa oportunidade para abandonarmos as coisas velhas da nossa natureza terrena e nos revestirmos das coisas novas da palavra de Deus. (Col.3:5-17)
É hora também de planejarmos as metas que queremos alcançar em 2012. É certo que nem sempre nos sentimos encorajadas ao revermos as metas antigas que foram quebradas ao longo dos anos, mas, temos que esquecer o que ficou para trás e prosseguir para o que está adiante de nós. Fil.3:13,14
Graças a Deus tenho o privilégio de ter um marido que é engenheiro de planejamento e nesse assunto ele é expert. Em nossa casa, sempre separamos um tempo com os filhos no primeiro dia do ano para fazermos juntos os alvos da família e depois, cada um separado, os seus alvos individuais.
É claro que não conseguimos cumprir todos os alvos ou mantê-los, mas, quando olhamos para trás, vemos que valeu muito a pena criarmos esse hábito, e, ensiná-los aos filhos desde pequenos. Os resultados são surpreendentes!!!
É importante pedirmos a Deus para que a nossa motivação, não seja nos gloriar ou chamar a atenção para nós e sim para que Ele seja honrado e glorificado em tudo. 1 Cor. 10 :31
Na Bíblia vemos alvos de Deus para nós mulheres que podem ser incluídos em nossas metas para 2012.
  •   Ter o nosso tempo devocional diário com estudo da palavra de Deus, uma lista de oração e versículos para decorar.
  • Auxiliar nosso marido e filhos em suas necessidades físicas e espirituais;
  •  Cuidar para que nossa casa seja um lugar aconchegante para nossa família, sempre suprida de alimentos gostosos e roupas limpinhas.
  •  Manter a saúde e o corpo com exercícios físicos e assim ficar mais bonita para o nosso marido. Planejar momentos a sós com ele longe dos filhos.
  •  Separar um tempo de lazer e de férias com os filhos.
  •  Leituras de livros cristãos para a edificação, fazer artesanatos, curso de línguas, etc..
  • Visitar e ajudar nas necessidades dos doentes, oprimidos, pobres e aflitos ao nosso redor, repartindo com eles o muito que Deus tem nos dado.
  •  Congregarmos sempre com nossos irmãos em Cristo, desenvolvendo nossos dons e talentos para o crescimento mútuo.
  • Evangelizar e fazer discípulas de Jesus ensinando-as a obedecer todas as coisas que Jesus disse em sua palavra.
Querida amiga, esses são apenas alguns exemplos que podem ser adaptados para a realidade de vida de cada uma de nós. O mais importante é que a nossa dependência esteja em Deus para o cumprimento de cada alvo e o nosso objetivo seja sempre o crescimento espiritual, o amor sacrificial ao próximo e o aperfeiçoamento do nosso caráter à semelhança do caráter de Cristo.
Agradeço a Deus pelo privilégio que me deu durante todo este ano de compartilhar as verdades da sua Palavra e assim alcançar uma de minhas metas que fiz no inicio deste ano que está terminando.
Desejo um Feliz 2012 com Novos alvos Para Glória de Deus a todas que acompanharam os artigos aqui postados em 2011.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A Regra de Ouro


Ufa... Esse ano passou muito rápido e já chegamos em Dezembro! Mês de correria nas ruas das cidades, o trânsito caótico e, como disse uma moça em entrervista para um jornal da televisâo, "parece que o mundo vai acabar para algumas pessoas"!
                É verdade! O lado bom é que o ser humano parece ficar mais sensível e bondoso nesta época, esquecendo as diferenças e mágoas (pelo menos por um tempo), procurando investir o salário em presentes generosos para serem trocados no dia de Natal com familiares e amigos. Alguns adotam crianças dos abrigos para presenteá-las ou para levá-las para casa no natal. É gratificante, eu mesmo já fiz isso!
  Pensar no próximo é sempre louvável . Nosso mestre Jesus  disse que é melhor dar do que receber. Entretanto, fazer isso só em alguns momentos no mês de dezembro pode ser chamado de amor ao próximo como Ele nos ensinou? Isso me chama a atenção para o texto de Mateus 7:12, em que tenho meditado nos últimos dias: “Tudo quanto, pois quereis que os homens vos façam, assim, fazei-o vós também a eles porque esta é a Lei e os profetas.”
Encontramos no judaísmo e no hinduísmo essa mesma regra  mas de forma negativa: “Não façam aos outros o que não quereis que eles vos façam”. Jesus, porém foi além e declarou a Lei de Ouro de forma positiva, nos chamando a imitar o seu amor e a sua bondade, não apenas em momentos festivos ou que nos sejam confortáveis, mas como o estilo de vida de um discípulo Dele.
Antes um pouco do verso 7, Ele nos ordena amar os inimigos, fazer o bem aos que nos odeiam, bendizer os que nos maldizem e orar pelos que nos caluniam. E logo depois, Jesus diz que se amarmos e fizermos o bem aos que nos amam qual é a nossa recompensa? Os pecadores fazem o mesmo!  A grande diferença e que nos faz sermos chamados filhos do Altíssimo é quando amamos nossos inimigos e fazemos o bem sem esperar nenhuma paga, ainda que para os ingratos e maus. 
Jesus compreendeu a natureza pecaminosa que temos de pensar primeiro em nós mesmos e em apenas uma frase deu a chave que nos leva a uma bondade abundante. No sermão do Monte Jesus está ensinando aos seus discípulos como deviam se comportar no dia a dia. Não falou essas verdades para a multidão que o seguia, pois sabia que somente com o poder do Espírito Santo essa regra poderia ser cumprida. O homem sem Deus não consegue praticá-la.
Talvez você como eu, esteja se perguntando: como por em prática essa regra  no meu lar, no trabalho, na igreja, no trânsito, na fila do banco e em todos os lugares por onde ando? A resposta também está no evangelho de Mateus, no capítulo 22: 37 a 39, onde encontramos o maior de todos os mandamentos: “Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo seu coração” e em seguida com a mesma importância “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.  O segredo está em observar a seqüência bíblica. Não podemos começar pensando no próximo em primeiro lugar e sim em Deus. É impossível amar alguém como a si mesmo sem estar amando a Deus antes.
À medida que conhecemos a sua santidade, o seu poder e à sua força como o Criador, temos que nos humilhar diante de tanta Glória e Soberania. Só Ele é digno de ser louvado, nós somos apenas um grão de pó na balança (Isaías 40:15).
O conhecimento de Deus nos humilha até o ponto de nos vermos como indignos, miseráveis, imundos, sem direito a nada nessa vida. Por outro lado, ele nos ajuda a olharmos o nosso próximo com misericórdia e ainda que ele não mereça, podemos amá-lo da mesma forma que somos amados por Deus.
Desejamos ser representantes de Cristo aqui na terra? Temos que amar sacrificialmente como Ele no amou. Isso vai requerer abnegação (sacrifício desinteressado e desprendido), domínio do orgulho e da vaidade e uma sensibilidade com as necessidades dos outros antes das nossas.
Mas, e aqueles que decidem rejeitar a Deus e não querem que façamos a eles o mesmo que gostaríamos que fizessem a nós?
John Stott em seu livro Contra Cultura Cristã termina seu comentário sobre a Regra de Ouro dizendo: “quanto àqueles que estão fora da família (vs. 6), há o caso extremo dos cães e dos porcos, mas não são típicos. Há um grupo excepcional de pessoas obstinadas que se comportam como cães e porcos, poderíamos dizer em sua rejeição decisiva a Jesus Cristo. Relutantemente temos que abandoná-los”.
“Assim como no verso 6 temos uma exceção, o verso 12 é uma regra áurea de vida. Ela transforma nossas atitudes. Se nos colocarmos no lugar da outra pessoa que está a nossa frente, jamais seremos maus ou maldosos, porém sempre generosos, jamais grosseiros, mas amáveis, jamais cruéis, mas sempre bondosos”. Não só no Natal, mas todos os dias de nossa vida!
Querida amiga, decidi estudar e escrever sobre esse tema por reconhecer uma enorme dificuldade que tenho em obedecer à regra de ouro de Jesus. O desejo de pagar o mal com o mal, atitudes de vingança, amargura, ira e desprezo muitas vezes predominam em meu coração. Necessito sempre lembrá-la!  
Se você também sente a mesma dificuldade, faça uma lista de tudo quanto gostaria que os outros falassem ou fizessem para você e comece praticando com os que estão mais próximos. É apenas um plano de ação, mas se aplicado biblicamente, passará também a ser sua regra de vida durante o ano todo.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O Que te Faz Feliz?

 Depois de um período de férias participando da Conferência da Editora Fiel em Águas de Lindóia (http://www.editorafiel.com.br/detalhes_videoteca.php?id_conf=50), me sinto encorajada a compartilhar um pouco do muito que recebi dos ensinos da Palavra de Deus com minhas queridas leitoras.
O que te faz realmente feliz? A resposta dessa pergunta muda de pessoa para pessoa. O que para uma é felicidade, para outra pode ser tristeza ou pesar. Achei interessante a letra de uma música que foi usada em um comercial na TV que dizia: O que faz você feliz? A lua, a praia, O mar, uma rua, Um doce, uma dança, Paixão, dormir cedo, Comer chocolate, Passear na cidade, O carro, o aumento, a casa, o trabalho, Arroz com feijão, Matar a saudade, Goiabada com queijo, Um amor, um desejo. Um beijo na boca, um dia de sol, viver um romance, jogar futebol. O que faz você feliz?...
Creio que o autor conseguiu resumir nessa letra alguns objetos de felicidade que são comuns a maioria das pessoas. Quem não se sente feliz em olhar a lua, o mar e a natureza? Ter um trabalho e uma casa são necessidades que nos dão satisfação e para alguns é o que mais se empenham na vida.  A comida faz parte da nossa sobrevivência, mas pode se tornar nossa fonte maior de satisfação. O que mais o homem busca além de comida, sexo e dinheiro? 
Todas essas coisas foram dadas por Deus e não são ruins em si mesmas. Entretanto o pecado corrompeu o desejo natural do ser humano colocando-o contra o conhecimento de Deus.
Estes desejos se tornaram pecaminosos por estarem voltados para a satisfação da nossa carne, e não para  serem usados para glorificarmos a Deus. Em 1João 2:15-16, temos a instrução do apóstolo para não amarmos os desejos da carne, dos olhos e a soberba da vida por serem passageiros.
Tenho encontrado pessoas ricas e pobres que passam a vida inteira em busca de serem felizes satisfazendo todos os desejos do coração e chegam ao final de suas vidas completamente insatisfeitas. Por quê? Porque todas essas pseudo alegrias são passageiras e não satisfazem a nossa alma que é eterna.
Deus nos criou para buscarmos a satisfação Nele e por isso nada neste mundo vai nos saciar completamente.
O salmista Davi demonstra ter encontrado o verdadeiro prazer quando disse no salmo 16:11: “Na tua presença, há plenitude de alegria, na tua destra delicias perpetuamente”. Em outro salmo ele chamou Deus de sua “grande alegria” (Sl 43:4).
Temos por dever buscar a felicidade máxima, tanto na qualidade quanto na quantidade. Não é uma opção, é crucial. Moisés escreveu: “Porquanto não serviste ao Senhor, teu Deus, com alegria e bondade de coração... servirás aos inimigos que o Senhor enviará contra ti” (Dt. 28:47-48).
Efésios 6:12 diz: “Deus nos separou para o louvor da sua gloria”. Glorificamos a Deus ao gozá-lo sempre. “Deus é mais glorificado em nós quando estamos mais satisfeitos Nele”. (John Piper).
Quando o meu maior prazer está em qualquer coisa que não seja Deus, já estou perdendo e trocando a glória dEle por criaturas feitas por Ele. Quantas vezes temos tanta satisfação em sairmos com amigos, passarmos horas conversando pela Internet e uma preguiça ou mesmo desanimo para irmos a uma reunião de oração nos deleitarmos na presença de Deus com nossos irmãos. Quando temos esse tipo de atitude será que é porque Deus ainda não é a nossa grande alegria?
John Piper em uma de suas palestras nos alertou dizendo: Nos contentamos com muito pouco prazer. Tentamos nos satisfazer com férias inesquecíveis, habilidades geniais, filmes extraordinários, aventuras sexuais, drogas, excelência no trabalho, relacionamentos, devoções religiosas e muitas outras coisas. É como o menino que preferia fazer bolinhos de barro na favela, do que passar as férias na praia.
Certamente Deus é mais glorificado e eu sou mais feliz quando o meu maior prazer está na lei do Senhor e em sua lei medito de dia e de noite. (Salmos 1)
Existem algumas perguntas que nos ajudam nessa reflexão: O que tem me dado mais alegria e prazer nesta vida: Satisfazer os meus desejos ou os de Deus?  Em que tenho me deliciado mais: Nas comidas, conversas, filmes, facebook, marido, filhos, pais, amigos, namorados, bens, estudo, trabalhos, fama, viagens, TV, sexo, novelas, revistas pornográficas, academias, etc... Ou em passar horas na presença de Deus num relacionamento íntimo com Ele para gozar das delicias eternas e conhecer a sua vontade soberana parra minha vida?
Fomos criadas para adorarmos a Deus e isso só é possível plenamente quando a maior alegria de nossa vida é Ele e não as coisas que ele fez ou mesmo o serviço do seu reino.


 Fonte: livro "Plena Satisfação em Seus", John Piper, Editora Fiel

sábado, 27 de agosto de 2011

Tudo Começa em Nossa Mente

Uma amiga me contou que sua mãe era uma mulher cheia de vitalidade e disposição. Ela cozinhava, cuidava da casa, saía sozinha para fazer compras e visitar a família. Um dia ela chegou em casa e falou para as filhas: “De hoje em diante não faço mais nada.” Ela realmente cumpriu o que falou e em poucos meses parou de andar e ficou numa cama, dependendo de ajuda até para ir ao banheiro. Os médicos dizem que ela não tem nenhuma doença física.
 Esse não é um caso isolado, o mundo está cheio de pessoas que desistem facilmente. Ficam sentadas de braços cruzados, mal humoradas, sem dar um sorriso e sem determinação para viver. Decidem observar o que os outros realizam e deixam a vida ir minguando até estagnar-se totalmente. Suas palavras favoritas são: “Pra que tentar?, não vou fazer, dá muito trabalho, tá bom assim mesmo, não vou conseguir, não posso, desisto".
Contudo também existem pessoas cheias de vitalidade que decidiram  ser diferentes e, embora muitos queiram desanimá-las, se recusam a seguir a massa e a deixar-se perturbar pelo negativismo e pela preguiça. Enfrentam muitas barreiras, mas jamais dizem: "É melhor a gente desistir!". São pessoas que acreditam que devem viver com determinação e que sua mente é o canteiro onde brota as infinitas possibilidades. Elas estão sempre prontas a enfrentar desafios grandes e colhem grandes frutos de suas realizações.

Tornamo-nos o que pensamos...

Já parou para pensar que as ações que saem de dentro de nós são exatamente os pensamentos que foram entrando? Em uma linguagem mais simples, "nos tornamos aquilo que pensamos.” A psicologia não foi à inventora desse conceito, a bíblia já declarava muito antes dizendo: "Pois como imaginou em sua alma, assim é". (Pv23: 7).
Alguns anos atrás quando um dos meus filhos ainda era adolescente, foi convidado para dar aulas num curso preparatório para o vestibular em nossa comunidade. Na noite anterior, ele começou a chorar e a falar palavras como: “Vou desistir, não posso fazer isso, não consigo...!”. Lembro-me bem da dificuldade que tivemos para ajudá-lo a ter pensamentos corretos e principalmente para tirá-lo de dentro do armário da cozinha onde ficou estagnado. Pela graça de Deus ele se libertou e no dia seguinte enfrentou o desafio de dar aulas, gostou tanto que hoje é professor.
Frequentemente nossos pensamentos são guiados por  emoções que sentimos, ouvimos de outras pessoas, lemos, ou vemos em algum lugar. Quando isso acontece ficamos reféns das circunstâncias e somos levados de um lado para o outro. Antes de conhecer as verdades de Deus sobre o poder que a minha mente tem sobre a minha vida, experimentei momentos difíceis e causei perturbações aos meus familiares que poderiam ter sido evitados com cercas da palavra de Deus.
 Quantas vezes imaginamos que estamos com determinada doença e de repente  todos os sintomas estão presentes em nosso corpo. Fazemos os exames médicos e não temos nada. Perguntamos: “Como doutor?” Ele diz: “Você está estressado ou então é psicológico.” Cada vez mais vejo pessoas normais, serem chamadas de doentes mentais. Onde será que vamos parar? Certa vez, um pastor amigo nos contou o caso de um homem que não cumpria seu papel de marido e passava o dia conversando com amigos imaginários. Pra ele era cômodo ficar assim, não precisava trabalhar nem ajudar a esposa e muito menos cumprir suas obrigações e responsabilidades. Quando o pastor foi aconselhá-lo percebeu que por trás do problema havia preguiça e outros pecados que o levavam a se desligar do mundo real. Muitos preferem fugir a enfrentar os desafios que encontram em seus caminhos.
O segredo está em nos envolvermos com pensamentos que nos façam livres para ser tudo quanto Deus quer que sejamos. Não será fácil essa metamorfose, requer muito esforço e disciplina para que pensamentos antigos sejam substituídos por pensamentos novos e animadores. Se quisermos viver com excelência e dar vôos altos como a águia, temos que ter cuidado em cercar nossa mente levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo (2 Cor. 10:5). A memorização de versículos é um dos passos que temos que dar na direção da mudança de hábitos.

A  mente é alvo do inimigo...

Tem um ditado antigo que diz: “mente vazia é oficina do diabo”. Realmente, se deixarmos nossa mente livre, o diabo é capaz de atacá-la com um plano estratégico e eficaz para nos derrotar. A Bíblia diz que a nossa luta não se trava no reino visível. Não é contra carne e sangue; é mental (Ef. 6:12). Em 2 Cor. 4:3-4 vemos que o Diabo  é o deus desse século e cega o entendimento (mente). Ele executa jogos mentais contra nós e, se não estivermos alertas, ele ganha. Um exemplo disso são as novelas e programas de TV que frequentemente lançam os seus pensamentos enganosos e, por conseqüência, lares e vidas estão sendo dilaceradas ao se alimentarem  deles.
  Os consultórios psiquiátricos estão lotados de pessoas que são denominadas doentes mentais, mas que na verdade são escravos dos seus próprios  pensamentos negativos, egoistas, mentirosos, invejosos, cobiçosos, ciumentos, adúlteros, maldosos e  idólatras. Dizem a si mesmo que são vítimas indefesas e não assumem a responsabilidade.  Precisam de ajuda para cuidar dos famosos transtornos compulsivos que começam na mente e acabam afetando o corpo. Remédio não pode mudar pensamentos e ações, ele só alivia os sintomas físicos do medo, da ansiedade, da culpa...
Que pensamentos estão entrando e controlando sua vida e seus planos para o futuro? Que pensamentos têm dirigido o seu relacionamento conjugal e familiar?  Que imaginações você tem alimentado em sua mente com relação aos seus amigos de trabalho, seus parentes e irmãos em Cristo? São verdadeiros,  agradáveis, de boa fama e virtuosos? Lembre que eles estão determinando suas ações e reações. (Fil.4:8)
O profeta Elias ficou com depressão quando abrigou pensamentos de medo e ansiedade indo se esconder numa caverna. O rei Saul até o final da vida perseguiu Davi por ter imaginações falsas a seu respeito e perdeu a oportunidade de ter um grande amigo ao seu lado.  Que pensamentos mediocres e mentirosos estão te levando a ter distúrbios emocionais e físicos que devem ser confessados e abandonados? Personalizar as Escrituras é um bom  remédio de Deus para nossa saúde mental. O profeta Jeremias demonstrou ter experimentado quando disse: "Achadas as tuas palavras, logo as comi;elas me foram gozo e alegria ao coração".
A rainha Ester decidiu pensar em ser útil ao seu povo e Deus a usou para livrar uma nação da morte. Rute escolheu pensar altruistamente ficando ao lado de sua sogra Noemi no momento da perda de seus familiares e passou a fazer parte da genealogia de Jesus.
A batalha é diária, podemos escolher o que entra em nossa mente. Não permita que seus pensamentos assumam o controle. Coloque-os no banco de trás e leve-os na direção da vontade de Deus! 
Fonte: livro "Como Viver Acima da Mediocridade", Charles R. Swindoll, Editora Vida

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Maternidade é um Chamado

    Alguns dias atrás precisei levar meu filho Filipe com febre ao médico e no caminho ele perguntou se podia traduzir um artigo em inglês que acabara de receber e que o fez lembrar de mim. Fiquei curiosa e enquanto voltávamos para casa ele foi lendo em seu celular . Como ele já sabia, pude me identificar com a forma de pensar da autora e por isso,  não pude conter as lágrimas dos olhos mesmo no volante. Lembrei do tempo em que pude investir na vida dos meus filhos pequenos e do chamado que Deus me deu para ser mãe de quatro filhos.
  
     Com o desejo de que o artigo pudesse edificar outras vidas, pedi para que Mariana (futura nora)  o traduzisse, mas antes dela acabar a tradução, o encontramos já traduzido no blog iprodigo.com. Sendo assim, resolvi posta-lo  crendo que trará preciosos ensinamentos para as mulheres cristãs.

 

… e onde seus filhos se encaixam nisso

Alguns ano atrás, quando eu tinha apenas quatro filhos (N.T.: Rachel tem cinco filhos atualmente) e o mais velho tinha apenas três anos, eu os arrumei para uma caminhada. Quando a última fralda foi finalmente guardada e estávamos prontos pra sair, a minha filha de dois anos virou pra mim e disse: “uau, você está bem ocupada!”.
Ela poderia muito bem ter dito algo como “Você sabia que existe preservativo?” ou “Eles são todos seus?!”.
Aonde quer que você vá, as pessoas querem falar sobre seus filhos. Por que você não deveria tê-los, como você poderia ter se prevenido, e por que elas nunca fariam o que você fez. Elas querem se certificar que você sabe que não estará mais sorrindo quando eles forem adolescentes. E tudo isso na fila do mercado, enquanto seus filhos estão escutando.

Um trabalho ingrato?


A verdade é que, anos atrás, antes mesmo que essa geração de mães houvesse nascido, nossa sociedade decidiu onde as crianças se encontram na lista de coisas importantes. Quando o aborto foi legalizado (N.T.: nos EUA), nós escrevemos essa decisão na constituição.
As crianças estão muito abaixo da faculdade nessa lista. Certamente, abaixo das viagens ao exterior para conhecer o mundo. Abaixo das noites de sair para se divertir. Abaixo de esculpir seu corpo na academia. Abaixo que qualquer emprego que você tenha ou espere ter. Na verdade, as crianças estão abaixo de simplesmente sentar e cortar as unhas, se é isso que você quer fazer. Abaixo de qualquer coisa. Filhos são a última coisa que você jamais deveria gastar seu tempo.
Se você cresceu nessa cultura, é muito difícil ter uma perspectiva bíblica da maternidade e pensar como uma mulher cristã livre sobre sua vida e seus filhos. Quando vezes não demos ouvido à verdades parciais e meia mentiras? Será que acreditamos que querermos filhos porque há algum tipo de inclinação biológica, ou o “instinto materno”? Será que realmente desejamos isso tudo só por causa das roupinhas minúsculas e as fotos fofinhas? Será a maternidade um trabalho ingrato feito para aquelas que não são capazes de ir além, ou aquelas satisfeitas com qualquer atribuição? Se sim, onde é que estávamos com a nossa cabeça?

Não é um hobby


Maternidade não é um hobby, é um chamado. Você não coleciona crianças porque você acha que são mais bonitinhas que figurinhas. Não é algo para fazer se você conseguir encaixar na agenda e achar tempo. Foi para isso que Deus te deu seu tempo.
Maternidade não é um hobby, é um chamado. Você não coleciona filhos porque você os acha mais bonitinhos que figurinhas

Mães cristãs carregam seus filhos em um território hostil. Quando você está em público com eles, você está acompanhando e defendendo objetos de desdém cultural. Você está afirmando publicamente que valoriza o que Deus valoriza e que você se recusa a valorizar o que o mundo valoriza. Você se coloca à frente dos indefensáveis e dos necessitados. Você representa tudo o que a sua cultura odeia, porque você representa o entregar de sua vida por outra – e entregar sua vida por outra representa o evangelho.
Nossa cultura simplesmente tem medo da morte. Entregar sua vida, de qualquer forma, é aterrorizante. Curiosamente, é esse medo que impulsiona a indústria do aborto: o medo de que seus sonhos vão morrer, seu futuro morrerá, sua liberdade morrerá – e a tentativa de escapar essas mortes é correr para os braços da morte.

Corra para a cruz


Um cristão deve ter um paradigma diferente. Nós devemos correr para a cruz. Para a morte. Então entregue suas esperanças. Entregue seu futuro. Entregue suas coisas pequenas da vida. Entregue seu desejo de ser reconhecida. Entregue sua impaciência com suas crianças. Entregue sua casa perfeitamente limpa. Entregue seus arrependimentos quanto à vida que você está vivendo. Entregue a vida imaginária que você poderia estar vivendo sozinha. Entregue.
Morrer para si mesmo não é o final da história. Nós, de todas as pessoas, deveríamos saber o que vem após a morte. A vida cristã é uma vida de ressurreição, uma vida que não pode ser contida pela morte, o tipo de vida que só é possível quando você foi à cruz e voltou.
A bíblia é clara quanto ao valor das crianças. Jesus as amou, e somos ordenados a amá-las e a trazê-las aos cuidados do Senhor. Devemos imitar Deus e nos deleitar em nossos filhos.

A questão é “como”


A questão aqui não se você está representando o evangelho ou não, é como você está representando. Você tem entregado sua vida aos seus filhos com rancor? Você contabiliza cada coisa que faz por eles como um agiota que contabiliza débitos? Ou você proporciona vida a eles da forma que Deus nos deu a nossa – gratuitamente?
Não basta fingir. Você pode até enganar algumas pessoas. Aquela pessoa na fila da loja talvez acredite quando você esboça um sorriso falso, mas suas crianças não. Eles sabem exatamente
Filhos sabem a diferença entre uma mãe que está fingindo para um estranho e uma mãe que defende suas vidas e o seu valor com sorrisos, amor e completa lealdade.

Ocupada com coisas boas


Quando minha pequenina me disse “você está bem ocupada!”, eu já estava grata por saber que ela já sabia qual seria a minha resposta. Era a mesma que eu sempre dava” “Sim, estou – ocupada com coisas muito boas!”.
Viva o evangelho nas coisas que ninguém vê. Sacrifique-se por seus filhos em situações que apenas eles saberão. Valorize-os acima de si mesma. Eduque-os no ambiente do evangelho. Seu testemunho do evangelho nos pequenos detalhes de sua vida tem mais valor do que você imagina. Se você ensiná-los sobre o evangelho, mas viver para si mesma, eles nunca acreditarão nele. Entregue sua vida por eles diariamente, com alegria. Entregue os aborrecimentos. Entregue a impaciência. Entregue sua raiva pela louça suja, pela máquina de lavar roupa, por como ninguém sabe o quão duro você trabalha.
Pare de agarrar-se a si mesma e agarre-se à cruz. Há mais alegria e mais vida e mais felicidade do ouro lado da morte do que você é capaz de carregar sozinha.

Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com | Original aqui

terça-feira, 12 de julho de 2011

Cultivando um Coração Puro - Parte 2

               Em nosso artigo anterior, vimos a necessidade urgente que temos de nos submeter diariamente a lavagem completa e purificadora do Senhor Jesus para que tenhamos uma vida espiritual saudável.
O cultivo de um coração puro exige de nós um empenho pessoal. Somos responsáveis perante Deus em guardar o nosso coração. “Sobretudo o que deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida." (Pv. 4:23). Se não somos puras, de quem é a culpa senão de nós mesmas? Prestemos atenção a exortação do apóstolo Pedro: “Amados, exorto-vos como peregrinos e forasteiros que sois a vos absterdes das paixões carnais que fazem guerra contra a alma.” (1 Pe. 2:11). Abster-se constantemente! Precisamos fazer isso.
Jó também foi um homem como todos nós que conhecia bem a sua natureza pecaminosa, mas foi considerado um homem puro e justo diante de Deus. Em sua declaração de pureza pessoal, (Jó 31: 1 á 12), ele revela o seu cuidado para não dar lugar à lascívia (o mesmo pecado que o rei Davi caiu) fazendo uma aliança com seus olhos para permanecer inculpável. “Fiz aliança com meus olhos...” (Jó 31:1)
Demonstrou assim ter plena convicção de sua responsabilidade em tomar medidas preventivas para permanecer puro diante da presença de Deus quando disse: “Ou não vê Deus os meus caminhos e não conta os meus passos?” (Jó 31:4)
E nós? Será que temos a mesma convicção da onisciência de Deus em cada passo que damos? Jó não deixou seus pés irem para o engano (v.5), a cobiça (v.1), a ganância (v.7) e o adultério.
Entretanto, o rei Davi demonstrou não ter tido o mesmo cuidado com seu coração. Em um momento de tentação não fez o que era certo, menosprezou a pureza e tratou o pecado com leviandade. Demorou para reconhecer a sua ofensa contra Deus, tornando o seu coração endurecido e desobediente às suas ordenanças.
A pureza que agrada a Deus exige compromisso permanente, diligência ininterrupta, prática e arrependimento contínuo. Ela custou ao Senhor Jesus sua própria vida e custa a nós a mortificação diária do nosso pecado.
Temos que atacar as primeiras manifestações de impureza e não nos deixar contaminar com as iguarias que esse mundo oferece. Isso significa cultivar um crescente ódio pelo pecado, como Deus odeia!
Portanto na prática, aquilo que lemos, o lazer e o entretenimento em que buscamos nos envolver, a música que ouvimos, as amizades que estabelecemos, as roupas que usamos e as conversas que temos. Tudo isso afeta o nosso coração e por isso deve ser julgado a luz da palavra de Deus.
Jamais podemos esquecer que o Deus a quem amamos, ama a pureza. William Gurnall talvez deixe isso mais evidente em suas palavras: “Deus não puxaria com tanta força, se não tivesse o propósito de arrancar o dardo que está cravado em nossa natureza. Deus ama tanto a pureza, que prefere ver um buraco a uma mancha na veste de seus filhos."
Querida amiga, sem dúvida haverá ocasiões em que esqueceremos da vitória que temos conquistado por meio de Cristo e falharemos. À semelhança de Jó, devemos fazer uma aliança com nossos olhos, reconhecer que Deus é digno de obediência, nos esforçar para arrancar os ídolos do nosso coração através da oração, da memorização da palavra de Deus e  do exercício diário do arrependimento. Lembremos  sempre que Deus tem prazer em nos perdoar e nos purificar de toda injustiça.(1 Jo.1:9)  
 “Deus não nos chamou para a impureza e sim para a santificação.” (1 Ts 4:7)

Fonte de Consulta: Livro Vencendo o mundo; Joel Beeke; Ed. Fiel.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Cultivando um Coração Puro - Parte 1

        Quando meus quatro filhos eram pequenos, eu me preocupava em esterilizar as mamadeiras, chupetas e brinquedos deles todos os dias. Quem tem filho sabe do que estou falando. Nessa idade eles colocam tudo na boca e depois jogam no chão. Como toda boa mãe, temia que pudessem ficar doentinhos ao pegar  uma contaminação por bactérias ou algum tipo de parasita.
Da mesma forma acontece com nosso coração. Precisamos diariamente levá-lo a uma lavagem para retirar a sujeira do pecado que nos contamina e interrompe a comunhão com nosso Deus. Se não o fizermos enfraqueceremos espiritualmente.
 A experiência do rei Davi relatada na Bíblia, nos ajuda a compreender melhor a importância dessa limpeza para a nossa saúde espiritual. Depois de ter recebido uma repreensão de Deus, através do profeta Natã por causa do seu adultério com Bate-Seba (2 Samuel 11-12), ele demonstra ter percebido a seriedade do seu pecado e do rompimento da comunhão com Deus durante tanto tempo.
Em seu salmo de confissão e arrependimento (Sl 51), Davi começa clamando pela compaixão de Deus mediante sua benignidade e suas misericórdias. Pede que Ele apague as suas trangressões, pois estavam sempre diante dele.
Davi se encontrava  mergulhado num estado de profunda apatia espiritual e insensibilidade por um período de mais de um ano. Não parecia sentir qualquer tristeza pelos atos cometidos. João Calvino em seu comentário de Salmos, diz que provavelmente durante esse tempo ele continuou a orar e prestar culto ao Senhor, mas estava possuído de um espírito soberbo que o levava a desprezar ou amenizar o Juízo Divino."Porque, pois,desprezaste a palavra do Senhor,fazendo o que era mau perante ele"?
      Sem resistir e com um espírito manso, ele se submete à correção suplicando por uma lavagem completa e purificadora do Senhor. Sentiu-se impuro diante da  pureza do Criador. Reconhece que todo pecado é cometido primeiramente contra Deus, por isso precisava do perdão de suas iniquidades.
Querida amiga, todas nós possuímos a mesma fragilidade pecaminosa ao nos depararmos com a santidade de Deus. Ele sempre  revela os pecados que nós encobrimos e encobre os pecados que nós o revelamos. Como diz a letra de uma música que cantamos com as crianças:" Não dá para brincar de esconde, esconde com Deus".
     Ao ignorarmos os recursos que Ele usa para nos limpar, ficamos insensíveis e apáticas espiritualmente, como aconteceu com rei Davi. Perdemos o privilégio da comunhão íntima com Deus  mesmo que estejamos ativas em prol do seu reino, façamos orações ou cantemos no louvor de  nossa igreja.
      A criatividade de Deus não tem limite. Muitas vezes, Ele usa nosso marido, nossos pais, nossos filhos, nosso pastor ou irmãos em Cristo como Natãs para nos exortar. Por isso estejamos alertas e  ao mesmo tempo sensíveis, pois a  maneira como reagimos a eles, demonstrará como está o nosso coração.
    Qual tem sido a sua atitude diante do pecado? Como você recebe aqueles que Deus usa para lhe mostrar a sujeira do seu coração?
  Neste aspecto Davi se põe como exemplo para todas nós. Na atitude de confiança e esperança na bondade e misericórdia de Deus, ele prontamente se submeteu em espírito de mansidão à admoestação e correção  de Natã e disse:" Pequei contra o Senhor".(2Sm12:13)
    No próximo artigo, se Deus quiser, continuaremos aprendendo a cultivar um coração puro e sensível ao Espírito de Deus.

sábado, 7 de maio de 2011

Uma Mãe que Ora

  
Ao longo da minha vida, tenho encontrado muitos exemplos de mães que oram  por seus filhos. Mas hoje, em especial ao dia das mães, quero ressaltar e homenagear  minha querida  mãe  que tem dedicado parte do seu tempo à oração pela família e por aqueles que precisam de intercessão em sua  igreja local.
Para mim, ela tem sido o maior exemplo de uma mãe que reconhece a importância da oração. Com os  seus joelhos calejados, a cada novo dia ela derrama suas lágrimas perante Deus pelos pedidos de sua preciosa lista de oração, colocando diante Dele todos os filhos, genros, noras, netos, bisnetos e familiares para que Ele os proteja e os livre do mal durante aquele dia. Ela persevera ainda que espere muitos anos para ver seus pedidos respondidos. Que importante legado ela tem deixado para todos nós!
Embora seja um ministério que aos olhos de muitos tem pouco valor, na Bíblia, Deus nos ensina que devemos orar em todo o tempo e com toda oração,  perseverando na súplica por todos os santos. (Ef. 6:18)
A oração faz diferença na história e na vida das pessoas pelas quais intercedemos. Se olharmos para vida do apóstolo Paulo, ele pedia a oração de irmãos em seu favor, pois esperava que algo mudasse em resposta a estas orações.
Aprendi que o maior presente de amor que você e eu podemos dar aos nossos filhos é orar por eles. As mulheres que não são mães podem ter o privilégio de orar pelos familiares e amigos em  suas necessidades. Ter uma lista de oração e separar um tempo todos os dias para apresentá-la a Deus, produz efeitos inestimáveis na vida daqueles a quem amamos.
Encontrei este poema anônimo no livro: Uma mulher segundo o coração de Deus da Elizabeth George.  Quero dedicá-lo a  minha mãe, em agradecimento a Deus pela sua vida de oração tão preciosa para mim.

Alguns têm tido reis em sua linhagem,
Aos quais era dada honra,
Não tenho ancestrais dos quais
 Envaidecer-me, mas
 Tenho uma mãe que ora.
              
 Eu tenho uma mãe que ora por mim
 E suplica diariamente a Deus por mim.
 Ah! Que diferença isso faz para mim-
 Eu tenho uma mãe que ora.
             
 Alguns têm sucesso mundano
 E confiam na fortuna que fizeram-
 Este é meu recurso mais seguro:
 Eu tenho uma mãe que ora..

As orações de minha mãe não podem me salvar,
Só podem me ajudar;
Mas mamãe me apresentou a Alguém -
Alguém que nunca poderia falhar.

Oh! Sim... Eu tenho uma mãe que ora por mim
E suplica a Deus diariamente por mim.
Oh! Que diferença isso faz para mim -
 Eu tenho uma mãe que ora.        

      

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Sepulcro Vazio

A Páscoa está chegando e em todo lugar encontramos ovos de chocolate simbolizando este momento.
Para nós cristãos, Páscoa não é nada disso. Significa libertação, ressurreição e vida. A cruz ficou vazia, o sepulcro ficou vazio e Cristo ressuscitou!
"Foi no primeiro dia da semana, de manhã bem cedo, que as mulheres levaram ao sepulcro as especiarias aromáticas que haviam preparado. Encontraram a pedra do sepulcro mas, quando entraram, não encontraram o corpo do Senhor Jesus. De repente dois homens apareceram... Disseram a elas: Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que vive? Ele não esta aqui! Ressuscitou!"
Jesus havia falado na Galiléia que era necessário que o Filho do Homem fosse entregue nas mãos de homens pecadores, fosse crucificado e ressuscitado no terceiro dia.
Elas se lembraram das palavras de Jesus e imediatamente saíram correndo cheias de alegria para contar aos outros discípulos o que viram.
A Páscoa deve nos lembrar com gratidão o sacrifício de Jesus na cruz, pagando o preço pelos nossos pecados em obediência ao Pai e a vitória triunfante sobre a morte, dando-nos a esperança de um dia também ressuscitarmos com Ele.
Querida amiga, não precisamos mais temer a morte.  Para nossa alegria Ele está vivo e bem presente nos corações daqueles que um dia o reconheceram como Senhor e Salvador de suas vidas. 
 Vamos contar a todos que Ele vive!

Porque Ele vive

Porque Ele vive, posso crer no amanhã.
Porque Ele vive, temor não há.
Mas eu bem sei, eu sei, que a minha vida
Está nas mãos do meu Jesus, que vivo está

Deus enviou Seu Filho amado
Para morrer em meu lugar
Na cruz sofreu por meus pecados
Mas o sepulcro vazio está porque Ele vive

E quando, enfim, chegar a hora
Em que a morte enfrentarei
Sem medo, então, terei vitória
Verei na Glória o meu Jesus que vivo está


segunda-feira, 11 de abril de 2011

O Perfil do Atirador

    
       Foi difícil conter as lágrimas diante das cenas fortes que assistimos na televisão, nesta  5º feira que passou. Um jovem de 23 anos, ex aluno de uma escola pública, decidiu entrar nas salas de aulas de sua ex escola para atirar contra os alunos. O desespero das crianças feridas e dos pais em busca de notícias comoveu não só o Brasil, mas o mundo todo!
A pergunta que ficou depois da tragédia foi: Porque alguém cometeria tamanha barbaridade com pessoas inocentes? Será um doente mental? Qual o perfil deste jovem atirador?
Estamos outra vez diante de um fato sem explicação. A humanidade busca respostas e os psiquiatras e psicólogos tentam explicar o fato usando suas experiências e estudos feitos ao longo da existência humana, sem êxito.
Se procurarmos respostas nas Escrituras, vamos encontrá-las em Romanos 1:18-32, onde Deus responde através do apóstolo Paulo, como qualquer ser humano pode se tornar um atirador em potencial e qual é o seu perfil. 
“... Porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, Além do mais, visto que desprezaram o conhecimento de Deus, Ele os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem o que não deviam. Tornaram-se cheios de toda sorte de injustiça, maldade, ganância e depravação. Estão cheios de inveja, homicídio, rivalidades, engano e malícia. São bisbilhoteiros, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, arrogantes e presunçosos; inventam maneiras de praticar o mal; desobedecem a seus pais; são insensatos, desleais, sem amor pela família, implacáveis. Embora conheçam o justo decreto de Deus, de que as pessoas que praticam tais coisas merecem a morte, não somente continuam a praticá-las, mas também aprovam aqueles que as praticam.” (Rom. 1: 21-25, 28-32)
Parece que foi escrito nos dias de hoje. Ao contrário do que os especialistas afirmaram, Deus diz que todos nós já nascemos em pecado e portanto não estamos livres de  praticarmos qualquer tipo de delito contra o nosso próximo.
Quando deixamos de adorar a Deus para adorar criaturas ou  coisas por Ele criadas, trocamos a verdade pela mentira. Em Isaías, Deus diz que não divide sua glória com nenhum outro deus e que, quando isso acontece, Ele nos entrega a uma disposição mental para cometermos todo tipo de atrocidades.
Ora, veja! A obstinação e a rebeldia contra as ordens de Deus é a  principal razão que leva o ser humano a andar em caminhos de destruição e morte.
Na segunda carta de Paulo a Timóteo 3:1-5, temos mais características desses homens dos últimos dias. “ Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afastem-se também destes.”

Os depoimentos que temos ouvido dos familiares do atirador da escola pública, não é diferente do que Paulo escreveu a Timóteo muito tempo antes de Wellington existir. A aparente piedade deixada por ele em carta nega o poder de Deus, pois, ele Trocou a Glória de Deus pela mentira dos seus desejos enganosos e da sua natureza terrena. "Pois quem se isola busca interesses egoístas e se rebela contra a sensatez".(Pv.18:10)

Entretanto, não concordo também com os que pensam que não há regeneração para aqueles que um dia caíram nesse pecado. Em 1 Coríntios 6:8 e 9, diz: “Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? [...] Assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus.”, Em Jesus nossos pecados foram perdoados e ainda que sejam vermelhos como o carmesim se tornarão brancos como a neve. Há esperança sim, de transformação verdadeira na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Querida amiga, talvez no íntimo do seu coração, você pode estar pensando: "Não! Não pode ser assim!" Entretanto, Jesus  comparou o pecado da ira com o pecado do homicídio em Mateus 5:21,22. Quem nunca ficou irada? Por esta razão Paulo nos instrui a renunciar os caminhos maus para vivermos de acordo com as regras do reino de Cristo dizendo: “Assim façam morrer tudo o que pertence a nossa natureza terrena: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e ganância, que é a idolatria. É por causa disso que vem a ira de Deus sobre os que vivem na desobediência. Mas agora abandonem todas estas coisas: ira, indignação, maldade, maledicência e linguagem indecente no falar. Não mintam uns aos outros.”(Col.3:5-10)

Oremos a Deus para que as famílias das vítimas e todos que presenciaram o massacre possam receber o consolo vindo da parte de Deus para suportarem tamanho sofrimento e dor.

 

Fonte: Bíblia de Estudo NVI

terça-feira, 29 de março de 2011

O Retrato da Mulher Virtuosa

Estátua de Katherina, Winttenberg, Alemanha
Katherina von Bora, esposa de Martinho Lutero, uma mulher que desenvolveu sua missão de administradora do lar com determinação e excelência. Lutero a chamava de “estrela da manhã de Wittenberg” por ela acordar às 4 horas da manhã para dar início às atividades do lar. "Em assuntos domésticos ele dizia: “Sou submisso a Katie, quanto aos demais, sou conduzido pelo Espírito Santo.”
Ela nasceu em 29 de Janeiro de 1499. Com apenas nove anos foi estudar em regime de internato em um convento Católico onde permaneceu até 1523. Fugiu do convento com mais 11 freiras que renunciaram depois que ouviram falar dos ensinos bíblicos de Lutero e consideraram seus princípios. Um comerciante ajudou-as na fuga até Wittenberg onde encontraram apoio de famílias dignas para serem acolhidas.
Katherina passou dois anos aprendendo economia doméstica esperando um bom casamento. Casou-se aos 25 anos com Lutero e passou a tomar conta do ex mosteiro – uma missão nada fácil.
O mosteiro Agostiniano tinha sido oferecido a Lutero como presente de casamento. "Ele possuía 40 cômodos no primeiro pavimento e celas de prisão no pavimento superior. Ali moraram Lutero, Katherina e seis filhos (um morreu na infância); mais seis ou sete sobrinhos órfãos que eles adotaram; quatro filhos de um viúvo amigo de Lutero; Magdalena, tia de Katherina; os preceptores das crianças, criados e criadas; estudantes pensionistas; refugiados e convidados. Katie se tornou uma admirável administradora de uma pensão superlotada."
Ela pensava em tudo o que dizia respeito ao lar. Pensando na higiene ela fez um banheiro interno que servia também de lavanderia. Na economia, investia na produção de bebidas fermentadas, plantou uma horta e cultivou um pomar de maças, pêras, uvas, pêssegos e nozes. Apascentava, ordenhava, abatia e vendia vacas, além de fazer manteiga e queijo. Ninguém jamais acusou Katherina de ser preguiçosa, apesar de seus críticos considerarem-na autoritária.
Pouco se sabe sobre ela, apesar disso, Katherina é muitas vezes considerada uma das mais importantes participantes da Reforma por causa de seu papel para ajudar a definir a vida de uma família protestante. A família de Lutero era considerada modelo na Alemanha.
Como podemos aprender com Katherina? Vivemos numa época em que o papel da esposa e mãe como administradora do lar não é mais respeitado nem desejado por muitas moças, pelo contrario é desprezado não só pelos homens cristãos, mas também pelas mulheres que se sentem diminuídas e envergonhadas por desempenharem essa tarefa tão honrosa aos olhos de Deus.
Como mulheres tementes a Deus, não podemos nos calar diante de tanta deturpação das Escrituras. Temos que ensinar as mais novas a se prepararem para serem excelentes gerentes e administradoras do lar. A serem hospitaleiras e auxiliadoras de seus futuros maridos na economia domestica e nos investimentos financeiros da família.
Na carta de Paulo a Tito, capítulo 2:3 á 5, vemos uma exortação a nós, mulheres mais velhas, e um ensino as mais novas: “Semelhantemente ensine as mulheres mais velhas a serem reverentes na sua maneira de viver, a não serem caluniadoras nem escravizadas a muito vinho, mas a serem capazes de ensinar o que é bom. Assim poderão orientar as mulheres mais jovens a amarem seus maridos e seus filhos, a serem prudentes e puras, a estarem ocupadas em casa, e a serem bondosas e sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja difamada.”
Katherina transformou seu lar num lugar de refúgio e um centro de ministério, o que causou uma grande influência na sociedade em que vivia.
Queridas amigas, e nós, também temos influenciado a nossa comunidade com o modelo bíblico de gerência do lar?  Ao invés de nos conformarmos com a mentalidade das mulheres de nossa época, vamos resgatar e seguir exemplos bíblicos de mulheres virtuosas que obedeceram a Deus amando seus maridos e filhos, e que se ocupavam com alegria das inúmeras atividades domésticas.              
Deus me deu o privilégio nessas férias em família de conhecer a cidade de Wittenberg na Alemanha onde Katherina e Lutero viveram. Pude tirar fotos ao lado de sua estátua e ver as maquetes representando a dinâmica exercida por ela. Hoje a casa de Lutero e Katherina é um Museu da casa de Lutero. Vale à pena visitar!
Katherina na cozinha
Katherina na horta
Katherina com os animais
Mesa da casa de Lutero


Katherina escrevendo
Lutero e sua família (provavelmente)
Fontes: Solteita e Feliz, Carolyn McCulley, Ed. Vida; pag. 151
Blog A Tenda na Rocha, A Esposa de Lutero

quinta-feira, 10 de março de 2011

Calvino, Um Exemplo de Piedade

            No livro "Vencendo o Mundo"  encontrei um exemplo de piedade que me edificou muito e por isso achei interessante transcreve-lo nessa postagem.
"Calvino se esforçava para viver uma vida de pietas- na teologia, na igreja e na prática. No final de sua obra A Vida de João Calvino, Theodoro de Beza escreveu: “Tendo presenciado a sua conduta por dezesseis anos... posso agora declarar que nele todos os homens veriam um mais belo exemplo do caráter de Cristo, um exemplo que é fácil de ser caluniado e difícil de ser imitado.”
Calvino mostrou-nos a piedade de um fervoroso teólogo reformado que falava de coração. Havendo provado a bondade e a graça de Deus, em Jesus Cristo, Calvino seguia a piedade, procurando conhecer e fazer a vontade de Deus todos os dias. Ele tinha comunhão com Cristo, praticava o arrependimento, a auto-renúncia, o carregar a cruz; estava envolvido em grandes aprimoramentos sociais. Sua teologia resultava em piedade sincera, centralizada em Cristo.
Para Calvino e os reformadores da Europa do século XVI, a doutrina e a oração, bem como a fé e a adoração, estão integralmente conectadas. Para Calvino, a Reforma incluía a reforma da piedade [pietas], ou da espiritualidade, assim como a reforma da teologia. A espiritualidade que ficara enclausurada nos monastérios fora destruída. A espiritualidade medieval estava reduzida a devoção celibatária, asceta e penitencial, nos conventos ou monastérios. Calvino ajudou os cristãos a entenderem que os piedosos vivem Coram Deo, “na presença de Deus”, de coração e na vida diária. A piedade é, portanto, voluntária e livre, motivada pelo deleite em Deus. Os piedosos viverão e agirão espontâneamente de acordo com a vontade de Deus, cada dia (Rm. 12.1-2), em meio à sociedade humana. Pela influência de Calvino, a espiritualidade reformada focalizou-se na maneira como vivemos a vida cristã, no lar, nos campos, no trabalho e no mercado. Calvino ajudou a Reforma a mudar todo o foco da vida cristã.
O ensino, a pregação e o discipulado de Calvino favoreciam o crescimento nas relações entre os crentes e Deus. Piedade significa experimentar a santificação como uma obra divina de renovação, expressa em arrependimento e justiça, que progridem por meio de conflitos e adversidades a semelhança de Cristo. Na piedade, a oração e a adoração são centrais, tanto em particular como na comunidade de crentes.
A adoração a Deus é sempre primária, pois o relacionamento de alguém com Deus é sempre prioritário em relação a todas as outras coisas. Mas essa adoração é expressa na maneira como o crente vive sua vocação e como ele trata o seu próximo, pois o relacionamento de alguém com Deus é visto de modo mais concreto na transformação de cada relacionamento humano. A fé e a oração, visto que transformam todo crente, não podem ser ocultadas. Em última instância, devem transformar a igreja, a comunidade e o mundo. O mundanismo tem de render-se ao todo-envolvente poder da piedade voluntária e livre, que produz honra a Deus, de coração, porque Deus se deleita em ser honrado e é digno disso. Pela graça, a resposta de Calvino ao mundanismo é bem-sucedida, pois o amor reverente ao Deus trino (piedade) é superior ao amor carnal do mundo (impiedade)."
 Que Deus nos ajude a mudar o foco de nossas vidas através dE uma adoração sincera expressa na maneira como vivemos!


Extraído do Livro " Vencendo o Mundo", ver "Calvino, um Exemplo de Piedade", pág. 76-77. Joel R. Beek, Editora Fiel.