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terça-feira, 12 de julho de 2011

Cultivando um Coração Puro - Parte 2

               Em nosso artigo anterior, vimos a necessidade urgente que temos de nos submeter diariamente a lavagem completa e purificadora do Senhor Jesus para que tenhamos uma vida espiritual saudável.
O cultivo de um coração puro exige de nós um empenho pessoal. Somos responsáveis perante Deus em guardar o nosso coração. “Sobretudo o que deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida." (Pv. 4:23). Se não somos puras, de quem é a culpa senão de nós mesmas? Prestemos atenção a exortação do apóstolo Pedro: “Amados, exorto-vos como peregrinos e forasteiros que sois a vos absterdes das paixões carnais que fazem guerra contra a alma.” (1 Pe. 2:11). Abster-se constantemente! Precisamos fazer isso.
Jó também foi um homem como todos nós que conhecia bem a sua natureza pecaminosa, mas foi considerado um homem puro e justo diante de Deus. Em sua declaração de pureza pessoal, (Jó 31: 1 á 12), ele revela o seu cuidado para não dar lugar à lascívia (o mesmo pecado que o rei Davi caiu) fazendo uma aliança com seus olhos para permanecer inculpável. “Fiz aliança com meus olhos...” (Jó 31:1)
Demonstrou assim ter plena convicção de sua responsabilidade em tomar medidas preventivas para permanecer puro diante da presença de Deus quando disse: “Ou não vê Deus os meus caminhos e não conta os meus passos?” (Jó 31:4)
E nós? Será que temos a mesma convicção da onisciência de Deus em cada passo que damos? Jó não deixou seus pés irem para o engano (v.5), a cobiça (v.1), a ganância (v.7) e o adultério.
Entretanto, o rei Davi demonstrou não ter tido o mesmo cuidado com seu coração. Em um momento de tentação não fez o que era certo, menosprezou a pureza e tratou o pecado com leviandade. Demorou para reconhecer a sua ofensa contra Deus, tornando o seu coração endurecido e desobediente às suas ordenanças.
A pureza que agrada a Deus exige compromisso permanente, diligência ininterrupta, prática e arrependimento contínuo. Ela custou ao Senhor Jesus sua própria vida e custa a nós a mortificação diária do nosso pecado.
Temos que atacar as primeiras manifestações de impureza e não nos deixar contaminar com as iguarias que esse mundo oferece. Isso significa cultivar um crescente ódio pelo pecado, como Deus odeia!
Portanto na prática, aquilo que lemos, o lazer e o entretenimento em que buscamos nos envolver, a música que ouvimos, as amizades que estabelecemos, as roupas que usamos e as conversas que temos. Tudo isso afeta o nosso coração e por isso deve ser julgado a luz da palavra de Deus.
Jamais podemos esquecer que o Deus a quem amamos, ama a pureza. William Gurnall talvez deixe isso mais evidente em suas palavras: “Deus não puxaria com tanta força, se não tivesse o propósito de arrancar o dardo que está cravado em nossa natureza. Deus ama tanto a pureza, que prefere ver um buraco a uma mancha na veste de seus filhos."
Querida amiga, sem dúvida haverá ocasiões em que esqueceremos da vitória que temos conquistado por meio de Cristo e falharemos. À semelhança de Jó, devemos fazer uma aliança com nossos olhos, reconhecer que Deus é digno de obediência, nos esforçar para arrancar os ídolos do nosso coração através da oração, da memorização da palavra de Deus e  do exercício diário do arrependimento. Lembremos  sempre que Deus tem prazer em nos perdoar e nos purificar de toda injustiça.(1 Jo.1:9)  
 “Deus não nos chamou para a impureza e sim para a santificação.” (1 Ts 4:7)

Fonte de Consulta: Livro Vencendo o mundo; Joel Beeke; Ed. Fiel.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Cultivando um Coração Puro - Parte 1

        Quando meus quatro filhos eram pequenos, eu me preocupava em esterilizar as mamadeiras, chupetas e brinquedos deles todos os dias. Quem tem filho sabe do que estou falando. Nessa idade eles colocam tudo na boca e depois jogam no chão. Como toda boa mãe, temia que pudessem ficar doentinhos ao pegar  uma contaminação por bactérias ou algum tipo de parasita.
Da mesma forma acontece com nosso coração. Precisamos diariamente levá-lo a uma lavagem para retirar a sujeira do pecado que nos contamina e interrompe a comunhão com nosso Deus. Se não o fizermos enfraqueceremos espiritualmente.
 A experiência do rei Davi relatada na Bíblia, nos ajuda a compreender melhor a importância dessa limpeza para a nossa saúde espiritual. Depois de ter recebido uma repreensão de Deus, através do profeta Natã por causa do seu adultério com Bate-Seba (2 Samuel 11-12), ele demonstra ter percebido a seriedade do seu pecado e do rompimento da comunhão com Deus durante tanto tempo.
Em seu salmo de confissão e arrependimento (Sl 51), Davi começa clamando pela compaixão de Deus mediante sua benignidade e suas misericórdias. Pede que Ele apague as suas trangressões, pois estavam sempre diante dele.
Davi se encontrava  mergulhado num estado de profunda apatia espiritual e insensibilidade por um período de mais de um ano. Não parecia sentir qualquer tristeza pelos atos cometidos. João Calvino em seu comentário de Salmos, diz que provavelmente durante esse tempo ele continuou a orar e prestar culto ao Senhor, mas estava possuído de um espírito soberbo que o levava a desprezar ou amenizar o Juízo Divino."Porque, pois,desprezaste a palavra do Senhor,fazendo o que era mau perante ele"?
      Sem resistir e com um espírito manso, ele se submete à correção suplicando por uma lavagem completa e purificadora do Senhor. Sentiu-se impuro diante da  pureza do Criador. Reconhece que todo pecado é cometido primeiramente contra Deus, por isso precisava do perdão de suas iniquidades.
Querida amiga, todas nós possuímos a mesma fragilidade pecaminosa ao nos depararmos com a santidade de Deus. Ele sempre  revela os pecados que nós encobrimos e encobre os pecados que nós o revelamos. Como diz a letra de uma música que cantamos com as crianças:" Não dá para brincar de esconde, esconde com Deus".
     Ao ignorarmos os recursos que Ele usa para nos limpar, ficamos insensíveis e apáticas espiritualmente, como aconteceu com rei Davi. Perdemos o privilégio da comunhão íntima com Deus  mesmo que estejamos ativas em prol do seu reino, façamos orações ou cantemos no louvor de  nossa igreja.
      A criatividade de Deus não tem limite. Muitas vezes, Ele usa nosso marido, nossos pais, nossos filhos, nosso pastor ou irmãos em Cristo como Natãs para nos exortar. Por isso estejamos alertas e  ao mesmo tempo sensíveis, pois a  maneira como reagimos a eles, demonstrará como está o nosso coração.
    Qual tem sido a sua atitude diante do pecado? Como você recebe aqueles que Deus usa para lhe mostrar a sujeira do seu coração?
  Neste aspecto Davi se põe como exemplo para todas nós. Na atitude de confiança e esperança na bondade e misericórdia de Deus, ele prontamente se submeteu em espírito de mansidão à admoestação e correção  de Natã e disse:" Pequei contra o Senhor".(2Sm12:13)
    No próximo artigo, se Deus quiser, continuaremos aprendendo a cultivar um coração puro e sensível ao Espírito de Deus.