segunda-feira, 23 de março de 2015

                  
ADORAÇÃO/ SERVIÇO COM AMOR E UNIDADE

    Na postagem anterior, fomos lembradas que o serviço como adoração a Deus requer de nós uma atitude voltada aos interesses do próximo e dos mais necessitados em geral. Encontramos alguns exemplos de mulheres que, após a conversão, tinham como estilo de vida o serviço de tempo integral a Deus e ao próximo. Entretanto, neste artigo, veremos que para adorarmos a Deus, a nossa motivação tem mais importância do que propriamente a ação.
 Quero falar-lhe de uma mulher chamada Gicelda. Provavelmente, você não a conheça e nunca ouviu falar dela. Ela não é uma artista famosa, nem uma mulher executiva bem sucedida. Nunca cursou uma faculdade e nem viaja dando palestras.
   Hoje, Gicelda é uma mulher viúva, com 81 anos de idade, mas que durante a sua vida foi apenas fiel esposa e mãe. Ela e o marido criaram cinco filhos, e todos casaram e lhe deram netos e bisnetos. Cuidar do lar é a sua única profissão, e ela se dedicou com afinco a este chamado. Sua vida de serviço ao marido e aos filhos fala com eloquência sobre o seu amor pelo Salvador.
  O dom da hospitalidade de Gicelda é parte integrante da sua igreja local. Muitas vezes famílias de missionários, pastores, seminaristas e irmãos da igreja, foram abençoados com alimentos gostosos e bem preparados para eles numa refeição. Mesmo com uma situação financeira apertada, constantemente ela faz trabalhos manuais e compotas de doces como meio de arrecadar recursos como oferta a missões, ou para ajudar a Missão Portas Abertas. Gicelda está sempre voltada às necessidades dos outros de maneira prática. Se alguém estiver mal no hospital, ela vai visitar. Se for em uma casa, ela leva uma refeição ou um delicioso pãozinho para a família. Quando solteira,  aprendeu a cortar cabelo no salão de seu tio, no Rio de Janeiro, e durante a sua vida inteira, usou esse talento para cortar cabelo das crianças da missão Vinde Meninos, dos alunos do seminário Palavra da Vida, e de pessoas carentes que moravam ao seu redor.
  Seus atos de compaixão não param,  pois vizinhos,  família,  irmãos da igreja são sempre alvos de suas boas obras. Por onde anda, ela carrega folhetos evangelísticos para distribuir, compartilhando o amor de Deus, e o que Ele fez em sua vida.  Servir com alegria tem sido o estilo de vida da Gicelda. Sua dedicação influencia todos que a conhecem. Em sua igreja, ela tem um ministério diário, sendo responsável por compartilhar devocionais em cada turma dos cursos de artesanatos que a igreja oferece, sempre com o objetivo de edificar e evangelizar os perdidos. Não tem como mensurar os frutos do seu trabalho aqui na terra.
  Gicelda é meu exemplo de uma mulher mestra do bem de Tito 2. Gicelda também é minha mãe. Com apenas o curso primário, ela é uma conhecedora das Escrituras, e Deus tem usado-a no meio de mulheres simples e cultas, mulheres que cursaram faculdades e mestrados. Ela anseia estar na presença gloriosa de Deus. Sua vida pode ser resumida nas palavras de nosso Senhor:  “... quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo..." Mateus 20.26,28.
     A Bíblia nos diz que a essência de Deus é amor. Uma mulher cristã que não demonstra uma afeição pelas pessoas é incompatível. Se quisermos representá-lo aqui na Terra, temos de manifestar essa característica, que o levou a voluntariamente entregar o Seu único filho como sacrifício pelos pecados de toda a humanidade. O apóstolo Paulo escreve: "E andai em amor, como Cristo, que também nos amou e se entregou por nós a Deus, como oferta e sacrifício com aroma suave" (Efesios 5:2)
   Aqui está a grande diferença dessas organizações que prestam ajuda humanitária. Fomos chamadas para manifestar esse amor de Deus na igreja e fora dela. De que forma? Servindo desinteressadamente. Atos de serviços executados de forma exibicionista, interesseira, relutante, indiferente ou com ressentimento são contrários ao padrão bíblico. É possível que nem sempre serviremos com nossos talentos como gostaríamos, o mais importante é a nossa disposição para atender as necessidades em cooperação uns com os outros.  
   Na oração de Jesus pelos discípulos, Ele disse:" Para que sejam um, assim como somos um". O amor existente na Trindade é o segredo para o relacionamento entre os cristãos que promovem a unidade na igreja. O ser junto (continuidade) e não só o fazer junto, faz a diferença. É quando deixamos de lado toda forma de parcialidade, favoritismo e preferências, que nossos atos de serviços poderão ser como uma adoração a Deus. "Sem amor seremos apenas como objetos barulhentos"!
   Querida amiga, como escreveu o autor Nate Palmer: "só existem duas maneiras de mostrar ao mundo esse amor de Deus: A primeira é acolhendo as pessoas incondicionalmente, e assim, sendo constante fonte de bondade, amor, serviço e um espírito alegre para compartilhar o que Jesus fez na cruz. Deus não esperou que fôssemos pessoas dignas de serem amadas para nos acolher e nos salvar. O mandamento de Deus para amar ao próximo não deixou de fora a adolescente de piercing e tatuagem, os presos, os tradicionais, os homossexuais, os ricos, e nem os que defendem o aborto". Paulo falou aos Romanos:" Acolhei-vos uns aos outros como Cristo vos acolheu" (Rom.15:7).
    "A segunda maneira, é tratar os outros com amor sacrificial. Em um mundo centrado em si mesmo não existe algo melhor para chamar a sua atenção do que quando abrimos mão do nosso tempo, dinheiro, casa, e praticamos atos abnegados de serviço ao próximo, como um estilo de vida e de generosidade". Quer sirvamos na igreja ou fora dela, ao olharmos para o lado,  sempre encontraremos pessoas necessitadas de alguma ajuda, ou oportunidades para transmitir as boas novas de Jesus por meio das nossas ações.
   Algumas vezes, Deus nos chama a praticar atos de serviços que podem parecer extraordinários, mas na maioria das vezes são bem simples, como: levar comida a uma família onde a dona da casa está doente; doar roupas; cuidar de crianças; visitar pessoas enfermas; transportar pessoas para a igreja ou outro lugar; doar cesta básica; receber pessoas para fazer refeições ou mesmo hospedar em nossa casa, fazer uma faxina, e muitas outras coisas...
   Amiga, se você é como eu e tem dificuldade em servir com sincera afeição, creio que essa frase a ajudará numa  reflexão: "Todas as vezes que servirmos com uma genuína afeição, nossa vida aponta para Deus e gravamos o amor de Deus no coração das pessoas".     
"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifique vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5:17).

    

     

Fonte: "Serviço como Adoração". Autor:  Nate  Palmer  
      

quinta-feira, 14 de agosto de 2014


                 

Adoração/serviço de tempo integral

            A despeito da denominação que pertencemos, ao nos tornamos membro de uma igreja local é muito importante termos uma visão bíblica sobre o serviço como forma de adoração a Deus. Geralmente, quando falamos em adorar a Deus, o que vem à nossa mente são momentos de louvores e cânticos que expressam o nosso amor por Ele e exaltam o Seu poder, os Seus atributos e a Sua glória. Entretanto, veremos que um coração disposto a adorar a Deus, não somente canta, mas serve as pessoas em tempo integral.  
           No começo da igreja local em que faço parte, não tínhamos condições de manter o aluguel mensal de um espaço para as reuniões de culto. Inicialmente, elas ocorreram na sala do nosso apartamento, e quando o espaço ficou pequeno, resolvemos alugar semanalmente uma quadra de futsal na rua ao lado por 3 horas aos domingos para que mais pessoas pudessem participar, e serem alcançadas com o evangelho de Jesus.
           Foi um tempo de muito aprendizado para todos nós. Tínhamos de servir ou não poderíamos ter uma igreja. Os membros chegavam mais cedo para montar a mesa de som, arrumar as cadeiras, limpar os banheiros, varrer o espaço da quadra que seria usado, preparar um cantinho para as crianças e etc.. Tudo tinha de estar em ordem na hora da reunião. E assim, toda semana cumpríamos com alegria as obrigações.
          Quando temos uma compreessão bíblica do que é o serviço na igreja, não cairemos na tentação de escapar ou fugir ao sermos envolvidas nas diversas formas de servir, mesmo em áreas que possivelmente não temos tanta apreciação. Ao contrário, nos sentiremos honradas pelo privilégio de adorarmos a Deus servindo o corpo de Cristo na  limpeza, na cozinha, no berçário, no ministério infantil, nas visitas aos doentes, em viagens missionárias, nos discipulados e em outras áreas...
           Deus nos criou para adorá-lo e servi-lo. Desde crianças, estamos ativamente envolvidas em servir alguém, e na maior parte do tempo, servimos a nós mesmas, colocando a nossa esperança de  felicidade em sonhos e desejos próprios, que muitas vezes tornam-se em conflitos dentro de nós: ou servimos a nossa carne ou aos desejos de Deus. Jesus sabia disso quando disse:" Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará a outro, ou se dedicará a um e desprezará a outro"( Mat. 6:24). Não tenho dúvida da veracidade desse dito: "Sempre serviremos aquele que vemos como rei em nossas vidas".
          Querida amiga, o serviço que a Bíblia ensina nos levará a focalizar na direção contrária de nós mesmas para dar preferência às necessidades dos outros, fazendo-nos sacrificar de boa vontade, dedicando tempo e energia em benefício do próximo e não dos nossos gostos ou desejos. Jesus nos deu o exemplo quando serviu os outros a ponto de morrer por eles. O chamado de todo cristão à adoração começa em servir a Deus como gratidão por ter sido alcançado com o evangelho, sem merecimento, somente pela sua graça. Vemos alguns exemplos bíblicos de mulheres que após suas conversões passaram a servir Jesus e aos outros:
Dorcas


  • Dorcas: uma discípula que vivia na cidade de Jope e tinha o coração voltado para o Senhor. Seu terno olhar conseguia ver as necessidades das outras pessoas e com mãos hábeis costurava belas túnicas para as crianças e viúvas pobres da cidade. 
  • Sogra de Pedro: quando foi curada, imediatamente, passou a servir Jesus.
          

          Infelizmente, assim como na época do apóstolo Paulo, encontramos pessoas dentro das nossas igrejas que ainda não entenderam claramente o seu papel e estão mais interessadas em servir aos seus propósitos pessoais, sem darem importância aos ensinos de Deus. Infelizmente, há muitos cristãos que escolhem determinadas igrejas para congregarem não se importando se pregam a sã doutrina, mas porque lá terão liberdade em ocupar algum cargo, cantar no louvor, ou participar de outras atividades, sem terem de passar por um discipulado bíblico, ou mesmo algum  treinamento com a liderança.
        As igrejas estão necessitadas de cristãos que sirvam pelos motivos certos. O pastor e autor John Stott sempre perguntava quando os cristãos retornariam "ao ministério de todos os santos", no qual cada cristão exerce seus dons para ministrar aos outros. Precisamos parar e fazer algumas perguntas: Quanto tempo jogo fora com conversas e comportamentos que não edificam o corpo de Cristo? Quanto tempo invisto, semanalmente, para servir as necessidades de outros?
      Amiga, o serviço na igreja local não é um privilegio de apenas alguns poucos. É um chamado para a vida de cada cristão, é um estilo de vida integral.  Paulo escreve na carta aos Efésios capítulo quatro sobre a importância da unidade do Corpo. Não importa o que fazemos ou que dons Deus tem nos dado, a motivação e o objetivo devem ser sempre o mesmo: adorar e glorificar a Deus com nosso serviço, e engrandecer o evangelho para que outros sejam beneficiados e alcançados.

      No próximo artigo continuaremos...
     
      
       
   Fonte: O livro: "Serviço como Adoraçâo" do autor Nate palmer .    
        


        

          
         
         
           

domingo, 20 de abril de 2014

O segredo da força uma mulher cristã

      Não muito tempo  atrás, o perfil de uma mulher forte, sendo ela solteira ou casada, era definido pela sua dignidade e pelo trabalho incansável doméstico para suprir as necessidades da família. A palavra "preguiça" não existia em seu dicionário. Ela pegava na enxada, auxiliava os pais ou o marido na lavoura da casa e ainda encontrava vigor para acudir os necessitados ao seu redor. O trabalho era um sacerdócio e não um sacrifício!!

     Hoje, as coisas mudaram. A força de uma mulher é medida pela capacidade que ela tem de acumular diplomas, funções e tarefas, tanto fora como dentro do seu lar. Muitas vezes ela enfrenta desafios e situações difíceis sozinha, sendo até mesmo a provedora do lar e fazendo a vez do pai e da mãe para os seus filhos. Em nossa sociedade pós moderna, a mulher que tem o senso competidor, que é controladora, que não aceita  ficar para trás no trabalho, antes, demonstra ser mais competente que os seus colegas, certamente assumirá funções de liderança, chegando muitas vezes a ser eleita para cargos importantes como dirigir empresas, governar Estados, ou ser Presidenta, como é o caso do nosso país, Brasil. Esse é o modelo de mulher forte, que perante o mundo em que vivemos é exaltado!!

    Entretanto, a Bíblia nos ensina que a força de uma mulher cristã não está em suas habilidades, mas na firmeza da sua fé pessoal em Cristo e do seu relacionamento com Deus. De Gênesis a Apocalipse, encontramos muitas histórias de mulheres que foram consideradas heroínas, não pelas suas obras, mas sim por terem decidido em seus corações não obedecer a homens e nem temer as consequências, mas somente obedecer a Deus.

  Joquebede é uma dessas mulheres da Bíblia que pode ser exemplo para todas nós. Quando o Faraó do Egito ordenou que todo recém-nascido judeu, do sexo masculino, fosse lançado no rio Nilo (Ex.1:22), ela não obedeceu, pôs sua fé em ação e escondeu seu bebezinho por três meses. Quando não pode mais oculta-lo, ela confiou em Deus colocando-o dentro de um cesto de junco à beira de um rio, onde a filha de Faraó se  banhava. Em sua bondosa providência, Deus conduziu a princesa até o cestinho e, ao ver a criança, teve compaixão e  contratou Joquebede para ser a sua ama. Ela não precisou mais esconde-lo e ainda levou o seu precioso bebe, que havia entregado nas mãos de Deus, para amamenta-lo em casa.

 Quando olhamos para as vidas de cristãs fortes dos séculos passados, vamos encontrar a história de Marie Durant, que viveu na França, no século 17. Aos 14 anos de idade, ela foi presa por ser protestante. Na prisão disseram a ela: Se você quiser, pode sair da prisão em troca de uma frase: "Eu renuncio". Ela escreveu na parede de sua cela "Eu resisto". Ela ficou durante 38 anos fazendo o mesmo. 

 Em 1999, após servir os leprosos da índia por três décadas com seu marido Graham, Gladys Staines, recebeu a notícia que seu marido, seu pequeno Philips de 10 anos e seu Timothy  de 6 anos, haviam sido incinerados, queimados vivos, no banco de trás do seu carro. Ela disse aos jornais: Eu só tenho uma mensagem para o povo da índia: "Queimemos o ódio e espalhemos a chama do amor de Cristo." Esther, sua filha de 13 anos, ao ser questionada sobre como se sentia pelo assassinato do pai disse: "Eu louvo ao Senhor, por ter achado meu pai digno de morrer por Ele". Esses são exemplos verdadeiros de mulheres cristãs fortes!!   

  A maneira como vivemos nossa vida com Deus, e aquilo que acreditamos sobre Ele, é algo crucial, porque afeta aquilo que acreditamos sobre todo o resto. Quando construímos em nossas mentes um deus que é fraco, e sem poder, e que não está no controle de cada detalhe desse universo, vamos ser mulheres fracas, buscando ser fortes pelas habilidades que temos, por aquilo que fazemos, ou até mesmo pelos exercícios de força física, que praticamos regularmente (O exercício físico é importante, mas não deve ser a prioridade, e nem tomar o lugar e o tempo, da nossa devoção a Deus).

  Acredito que o segredo da força de uma mulher cristã está na frase "Eu resisto", escrita na parede da cela de Marie Durant. Em Efésios, cap.6 verso 10, o apóstolo Paulo, ordena aos cristão a serem fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. No verso 13, ele manda vestirem a armadura de Deus, para
poderem resistir no dia mau e, depois de terem vencido, permanecerem inabaláveis. Todos os dias somos convidadas e pressionadas a renunciar a nossa fé em troca da liberdade para fazermos a nossa vontade, ou o desejo do mundo em que vivemos. 

  O rei Salomão, em Provérbios 31:25, nos ensina o segredo da mulher virtuosa dizendo: "A força e dignidade são os seus vestidos, e, sorri diante do futuro". Ela armazenava no baú do seu coração a infinita graça de Deus nos acontecimentos passados, sendo fiel em tudo que prometeu, e por isso, o seguia com um coração repleto de confiança, na certeza que estaria com ela também no futuro. A força dessa mulher é demonstrada no trabalho, mas em benefício de outros, não dela própria.

 Querida amiga, qual das frases tem sido realidade em minha e em sua vida, quando nos encontramos diante de dificuldades nos relacionamentos familiares, nos conflitos conjugal, na perda da saúde, ou de pessoas queridas, na dificuldade financeira, nas pressões dos amigos e diante dos prazeres desse mundo?

   Eu renuncio a minha fé!
ou
Eu resisto até o fim!!

domingo, 6 de outubro de 2013

Será que é Depressão - PARTE 2

Será que é Depressão - PARTE 2

Na minha vida, a depressão foi causada por pecados não confessados a Deus e as pessoas que ofendi, sem pedir perdão e acertar. Parece algo simples, sem importância, mas para Deus é algo muito sério, pois impede que sejamos íntimos dEle (Sl 15). Quando pedi ao Espírito Santo que me revelasse pecados não confessados, que estavam no baú do meu coração, eu fiquei assustada. Parecia que não acabariam mais. Tenho certeza que meu querido marido não se esquece da noite em que passei pedindo o seu perdão por tantas atitudes, palavras sem amor ou de julgamento, que o magoaram desde a época do namoro. Ele já havia me perdoado, mas eu nunca havia me arrependido e confessado a ele e a Deus por tudo que tinha feito.
Quebra de princípios bíblicos e outros tipos de pecados também foram revelados, como orgulho, vaidade, amargura, falta de perdão, falta de amor, egoísmo etc. Enquanto não me arrependi, confessei e abandonei todos eles, a falta de paz e a angústia dominavam meu coração. A experiência do salmista Davi não foi diferente, ele sentiu seu coração acelerado, um profundo desânimo, teve vontade de morrer e pena de si mesmo, seus ossos envelheciam em meio a dores e gemidos, enquanto calou e escondeu os seus pecados de adultério e de assassinato. No salmo 51, ele mostra o seu arrependimento. Os sintomas físicos da sua tristeza profunda (depressão), causada por pecados não confessados, só foram aliviados depois do reconhecimento do erro que cometeu, da confissão e do abandono.
Amada amiga, eu sei que cada caso é um caso, e não há nenhum milagre para curar a depressão. Ela revela quem nós somos e não apenas a composição química do nosso cérebro. Pode haver um problema físico? Talvez. Portanto não defina seu problema como somente espiritual ou físico. Ao contrário, pense no problema como uma oportunidade para rever o seu coração e crescer espiritualmente. Para a glória de Deus, já se passaram 28 anos sem que eu dependa de qualquer remédio antidepressivo. A nossa luta é diária, mas Jesus disse que no mundo teremos aflições, mas devemos ter bom ânimo, pois ele venceu e nos ajudará a vencer também. A alegria no Senhor e em sua palavra tem sido o meu refrigério todos os dias!!!
O que fazer então, se estou com depressão? Aprendi com Deus algumas lições práticas desse momento sombrio da minha vida.
1) Pedir ao Espírito santo, todos os dias, para sondar o meu coração e ver se há algum pecado não abandonado ou não confessado contra Deus ou alguém. Se porventura houver, devo me humilhar e acertar antes de dormir. Dizem que alguns casos de câncer são causados por amargura e falta de perdão. Não podemos afirmar, mas, essa hipótese faz algum sentido, pois pecados causam enfermidades em nosso corpo. “Não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26)
2) Colocar versículos em alguns lugares da casa para serem meditados e memorizados tem me ajudado a criar raízes profundas para a época de seca, quando não for possível estudá-la de maneira intensa.
3) Não há desculpas para que eu deixe de fazer o bem todos os dias ao meu marido, filhos e família. Essa é a minha responsabilidade como administradora do lar, e isso inclui alimentação, limpeza da casa, roupa limpa e passada, e tudo mais........

4) Quando Jesus me salvou, Ele me deu a missão aqui na terra de fazer discípulas dEle, portanto, depois de cuidar da minha família, devo aproveitar meu tempo para servir ao Senhor e aos outros em suas necessidades, semeando, assim, a semente do evangelho de Jesus. Uma coisa pratica que faço é convidar mulheres para tomar um café comigo, e aproveito para fazer discípulas de Cristo ou evangelizá-las.
5) Devo me alegrar em todo o tempo no Senhor, pois pessoas ou circunstâncias me decepcionarão, mas a paz de Deus vai guardar o meu coração e mente se eu descansar completamente nEle. Deus prometeu suprir todas as minhas necessidades!! Que fantástico, não é mesmo?
Bem, querida, se você é uma mulher cristã, a graça de Deus e sua palavra serão sempre remédios suficientes para a sua alma aflita, por isso gaste um tempo do seu dia se alimentado dessa fonte inesgotável de vida e saúde, e você verá o resultado. Planeje ser uma provedora da graça, de maneira silenciosa e secreta. Depois, agradeça a Deus pela oportunidade. Entretanto, se porventura você é uma amiga do evangelho, e Jesus ainda não é o seu Senhor e Salvador, não tem como sentir a paz verdadeira, pois, somente Ele é o príncipe da paz. Em Mateus 11.28, Jesus disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”. Procure conhecer o plano maravilhoso de Deus ao enviar seu único filho, para salvar todo aquele que crer e confiar nEle como seu único Deus verdadeiro e Senhor (dono). As Escrituras revelam esse plano para você. Leia João 10.28, 5.24; Judas 1; 1Pedro 1.3-5; Gênesis 39.2; Tito 2.11-12, 3.7 e 1 João 5.13!! Se quiser saber mais, terei prazer em ajudá-la. O meu e-mail é lilianratn@gmail.com






sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Será que é Depressão - PARTE 1

Será que é Depressão?


Quando eu era uma esposa mais jovem, nos dois primeiros anos de casada, por diversas vezes senti-me desencorajada, triste, deprimida ou com ataque de pânico. Lembro-me de ficar completamente descontrolada, sem saber o que fazer. Em algumas ocasiões, meu marido correu comigo para um pronto socorro.  Quando chegava ao hospital com quase 200 batimentos cardíacos, os médicos aplicavam o “valium”, um dos calmantes mais fortes da época, e eu sentia uma falsa sensação de paz, amenizando, assim, “meu ataque de pânico”, pelo menos naquele momento, até voltar a ter outro.
Lembro- me que nessa época, quando meu primeiro filho, Tiago, tinha apenas três meses de vida, o medo que eu tinha de morrer, ou que alguma coisa acontecesse comigo, paralisava-me, deixando-me sem coragem, completamente insegura para sair sozinha, tomar decisões, fazer minhas tarefas de casa ou os afazeres mais simples do dia a dia. Eu pensava: “e se eu tiver um ataque na rua quando estiver sozinha com meu bebê? Quem vai me socorrer?” Imaginava situações bem tristes com minha família, e cada vez ficava mais dependente de remédio. Quando saía de casa, não podia esquecer o “valium”, se não, o desespero tomava conta do meu coração e passava mal no local em que eu estivesse. Cheguei a questionar com Deus se realmente eu era salva, pois não via saída para o meu desespero interior.
Otávio, meu querido esposo, ficou muito preocupado comigo, e levou-me a vários especialistas. Fiz todos os exames e nenhuma doença foi constatada, por isso, os médicos aconselharam que procurássemos um psiquiatra o mais rápido possível, para que eu pudesse fazer um tratamento terapêutico. Ao chegar em casa, fui buscar a face de Deus em oração e por meio da sua Palavra. Ele falou ao meu coração dizendo: “Lilian, atente para as minhas palavras; aos meus ensinamentos, incline os ouvidos... Porque são vida para quem os acha e saúde para o seu corpo”. “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o seu coração, porque dele procedem às fontes da vida”. (Pv 4.20-23)
 Nesse momento, pela graça de Deus, o Espírito Santo me deu coragem para tomar uma das decisões mais importantes da minha vida: “O Senhor  será o meu psiquiatra de agora em diante, e a sua Palavra, o remédio para a minha alma”. Decidi que não tomaria mais o “valium”, mesmo que sentisse angústia ou medo, e joguei todas as cartelas do remédio no vaso sanitário e dei descarga. Logo depois, quando estava sozinha, tive o ataque de pânico mais terrível da minha vida, porém, não voltei atrás na decisão, e busquei o único capaz de acalmar a minha alma e dar paz ao meu coração aflito.
Foram alguns meses de grandes lutas e algumas derrotas, mas aprendi o que o apóstolo Paulo escreveu na sua carta aos filipenses no capítulo 4, que diz: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos se coisa alguma; em tudo, porém sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”. (O remédio para o coração)
Homens famosos como Abraham Lincoln, o grande pregador inglês Charles Spurgeon e o missionário David Brainerd falaram e escreveram sobre suas lutas e angústias, porém, embora se sentissem sozinhos, aproveitaram os momentos sombrios, sem a luz do sol, para acreditar e agir de acordo com o que Deus diz, em vez de sentir o que Deus diz. Isso é viver pela fé, assim como relata Hebreus 11.1 - “Fé é a certeza das coisas que não se veem”. A depressão nos leva a acreditar em nós mesmos, e dar atenção apenas aos nossos pensamentos.
Mesmo que nos sintamos rejeitados pelos outros, Jesus promete que nunca nos rejeitará e que jamais nos abandonará (Sl 27.10; Hb 13.5). Muitas vezes, a ansiedade ou o medo dominam os nossos pensamentos (coração), e tal postura revela onde está a nossa confiança. Se ela está em Deus ou em nós. Moisés ensinou aos israelitas em Deuteronômio 8, que a vida no deserto os testavam para saber o que realmente havia em seus corações e se guardariam ou não os mandamentos do Senhor. Quando eles estavam descrentes, com medo ou raiva, falavam mais a respeito de si mesmos do que de Deus e de seus feitos. Em Filipenses 4.8, Paulo ensina o que deve ocupar os nossos pensamentos. Como já ouvi em algumas pregações e artigos, "o amor de Deus é como o amor de um pai para com seu filho, que não entende o amor paternal, e por isso, fica chorando por que o pai o tirou da brincadeira na lama, pois quer banhá-lo para levá-lo a uma viagem de férias na Disney”.

Você consegue perceber o que ocorre quando nossos desejos se tornam a coisa mais importante para nossa vida? A depressão nos leva a pensar que precisamos de amor, respeito, valor ou qualquer outro desejo do coração. Eles se transformam em necessidades, como se precisássemos disso tudo para viver. A bíblia chama isso de cobiça e ela sempre nos faz querer mais e mais. É como a jovem que toda vez que se vê sozinha e deprimida, sente um desejo forte de comprar sapatos, e mesmo que não precise e nem tenha mais lugar para guardá-los, ela sai em busca de satisfazer sua cobiça na esperança de que a sua angústia profunda seja aliviada.
Algumas pessoas desenvolvem um sentimento de amargura ou de ira por não terem conseguido o que queriam, se voltando ou contra alguém ou contra o próprio Deus. Muitas vezes, elas se expressam de forma amena com reclamações, murmurações, falta de perdão, ou pena de si mesma (Cl 3.8-16). As consequências são danosas. Ela começa fugir de alguém ou de responsabilidades cotidianas, ou até mesmo de problemas financeiros que precisam ser enfrentados. É como a esposa e mãe que deixa os seus afazeres da casa, vida conjugal com o marido e o cuidado dos filhos em razão da depressão, causando um mal sem limites a toda família. Em diversos casos como este, a raiz desta atitude, o pecado que gerou tal comportamento, tende ser a preguiça ou o egocentrismo. (Tg 4.17; Tt 2.4 e 5; Cl 3.18-2). 

Geralmente, a pergunta que fazemos é: Como posso fazer alguma coisa se sinto vontade de não fazer nada? Ou melhor, sinto vontade de morrer, correr, desaparecer ou ignorar. Em Tiago 4.17, ele responde essa pergunta de maneira bem prática: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando”. Se eu me sinto bem e feliz quando estou na rua passeando com amigas, ou fazendo algo para outras pessoas, e em casa, eu fico deprimida na hora de fazer as minhas tarefas diárias, mesmo que a intenção seja boa, existe algo errado com meu coração e não com meu físico. A mulher virtuosa de Provérbios 31 faz o bem todos os dias ao marido e filhos e nunca o mal. Falei sobre isso no artigo anterior, lembra?
Querida amiga, o descontentamento e a pena de si mesma fazem as pessoas viverem como vítimas, e não como alguém que recebeu graça e misericórdia infinitas. Devemos perguntar sempre a nós mesmas o que a minha depressão diz para mim? A resposta deve ser buscada na Palavra de Deus, antes de buscarmos outras formas de ajuda.


Texto continuará no próximo artigo "Será que é Depressão - PARTE 2"