quinta-feira, 14 de agosto de 2014


                 

Adoração/serviço de tempo integral

            A despeito da denominação que pertencemos, ao nos tornamos membro de uma igreja local é muito importante termos uma visão bíblica sobre o serviço como forma de adoração a Deus. Geralmente, quando falamos em adorar a Deus, o que vem à nossa mente são momentos de louvores e cânticos que expressam o nosso amor por Ele e exaltam o Seu poder, os Seus atributos e a Sua glória. Entretanto, veremos que um coração disposto a adorar a Deus, não somente canta, mas serve as pessoas em tempo integral.  
           No começo da igreja local em que faço parte, não tínhamos condições de manter o aluguel mensal de um espaço para as reuniões de culto. Inicialmente, elas ocorreram na sala do nosso apartamento, e quando o espaço ficou pequeno, resolvemos alugar semanalmente uma quadra de futsal na rua ao lado por 3 horas aos domingos para que mais pessoas pudessem participar, e serem alcançadas com o evangelho de Jesus.
           Foi um tempo de muito aprendizado para todos nós. Tínhamos de servir ou não poderíamos ter uma igreja. Os membros chegavam mais cedo para montar a mesa de som, arrumar as cadeiras, limpar os banheiros, varrer o espaço da quadra que seria usado, preparar um cantinho para as crianças e etc.. Tudo tinha de estar em ordem na hora da reunião. E assim, toda semana cumpríamos com alegria as obrigações.
          Quando temos uma compreessão bíblica do que é o serviço na igreja, não cairemos na tentação de escapar ou fugir ao sermos envolvidas nas diversas formas de servir, mesmo em áreas que possivelmente não temos tanta apreciação. Ao contrário, nos sentiremos honradas pelo privilégio de adorarmos a Deus servindo o corpo de Cristo na  limpeza, na cozinha, no berçário, no ministério infantil, nas visitas aos doentes, em viagens missionárias, nos discipulados e em outras áreas...
           Deus nos criou para adorá-lo e servi-lo. Desde crianças, estamos ativamente envolvidas em servir alguém, e na maior parte do tempo, servimos a nós mesmas, colocando a nossa esperança de  felicidade em sonhos e desejos próprios, que muitas vezes tornam-se em conflitos dentro de nós: ou servimos a nossa carne ou aos desejos de Deus. Jesus sabia disso quando disse:" Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará a outro, ou se dedicará a um e desprezará a outro"( Mat. 6:24). Não tenho dúvida da veracidade desse dito: "Sempre serviremos aquele que vemos como rei em nossas vidas".
          Querida amiga, o serviço que a Bíblia ensina nos levará a focalizar na direção contrária de nós mesmas para dar preferência às necessidades dos outros, fazendo-nos sacrificar de boa vontade, dedicando tempo e energia em benefício do próximo e não dos nossos gostos ou desejos. Jesus nos deu o exemplo quando serviu os outros a ponto de morrer por eles. O chamado de todo cristão à adoração começa em servir a Deus como gratidão por ter sido alcançado com o evangelho, sem merecimento, somente pela sua graça. Vemos alguns exemplos bíblicos de mulheres que após suas conversões passaram a servir Jesus e aos outros:
Dorcas


  • Dorcas: uma discípula que vivia na cidade de Jope e tinha o coração voltado para o Senhor. Seu terno olhar conseguia ver as necessidades das outras pessoas e com mãos hábeis costurava belas túnicas para as crianças e viúvas pobres da cidade. 
  • Sogra de Pedro: quando foi curada, imediatamente, passou a servir Jesus.
          

          Infelizmente, assim como na época do apóstolo Paulo, encontramos pessoas dentro das nossas igrejas que ainda não entenderam claramente o seu papel e estão mais interessadas em servir aos seus propósitos pessoais, sem darem importância aos ensinos de Deus. Infelizmente, há muitos cristãos que escolhem determinadas igrejas para congregarem não se importando se pregam a sã doutrina, mas porque lá terão liberdade em ocupar algum cargo, cantar no louvor, ou participar de outras atividades, sem terem de passar por um discipulado bíblico, ou mesmo algum  treinamento com a liderança.
        As igrejas estão necessitadas de cristãos que sirvam pelos motivos certos. O pastor e autor John Stott sempre perguntava quando os cristãos retornariam "ao ministério de todos os santos", no qual cada cristão exerce seus dons para ministrar aos outros. Precisamos parar e fazer algumas perguntas: Quanto tempo jogo fora com conversas e comportamentos que não edificam o corpo de Cristo? Quanto tempo invisto, semanalmente, para servir as necessidades de outros?
      Amiga, o serviço na igreja local não é um privilegio de apenas alguns poucos. É um chamado para a vida de cada cristão, é um estilo de vida integral.  Paulo escreve na carta aos Efésios capítulo quatro sobre a importância da unidade do Corpo. Não importa o que fazemos ou que dons Deus tem nos dado, a motivação e o objetivo devem ser sempre o mesmo: adorar e glorificar a Deus com nosso serviço, e engrandecer o evangelho para que outros sejam beneficiados e alcançados.

      No próximo artigo continuaremos...
     
      
       
   Fonte: O livro: "Serviço como Adoraçâo" do autor Nate palmer .    
        


        

          
         
         
           

domingo, 20 de abril de 2014

O segredo da força uma mulher cristã

      Não muito tempo  atrás, o perfil de uma mulher forte, sendo ela solteira ou casada, era definido pela sua dignidade e pelo trabalho incansável doméstico para suprir as necessidades da família. A palavra "preguiça" não existia em seu dicionário. Ela pegava na enxada, auxiliava os pais ou o marido na lavoura da casa e ainda encontrava vigor para acudir os necessitados ao seu redor. O trabalho era um sacerdócio e não um sacrifício!!

     Hoje, as coisas mudaram. A força de uma mulher é medida pela capacidade que ela tem de acumular diplomas, funções e tarefas, tanto fora como dentro do seu lar. Muitas vezes ela enfrenta desafios e situações difíceis sozinha, sendo até mesmo a provedora do lar e fazendo a vez do pai e da mãe para os seus filhos. Em nossa sociedade pós moderna, a mulher que tem o senso competidor, que é controladora, que não aceita  ficar para trás no trabalho, antes, demonstra ser mais competente que os seus colegas, certamente assumirá funções de liderança, chegando muitas vezes a ser eleita para cargos importantes como dirigir empresas, governar Estados, ou ser Presidenta, como é o caso do nosso país, Brasil. Esse é o modelo de mulher forte, que perante o mundo em que vivemos é exaltado!!

    Entretanto, a Bíblia nos ensina que a força de uma mulher cristã não está em suas habilidades, mas na firmeza da sua fé pessoal em Cristo e do seu relacionamento com Deus. De Gênesis a Apocalipse, encontramos muitas histórias de mulheres que foram consideradas heroínas, não pelas suas obras, mas sim por terem decidido em seus corações não obedecer a homens e nem temer as consequências, mas somente obedecer a Deus.

  Joquebede é uma dessas mulheres da Bíblia que pode ser exemplo para todas nós. Quando o Faraó do Egito ordenou que todo recém-nascido judeu, do sexo masculino, fosse lançado no rio Nilo (Ex.1:22), ela não obedeceu, pôs sua fé em ação e escondeu seu bebezinho por três meses. Quando não pode mais oculta-lo, ela confiou em Deus colocando-o dentro de um cesto de junco à beira de um rio, onde a filha de Faraó se  banhava. Em sua bondosa providência, Deus conduziu a princesa até o cestinho e, ao ver a criança, teve compaixão e  contratou Joquebede para ser a sua ama. Ela não precisou mais esconde-lo e ainda levou o seu precioso bebe, que havia entregado nas mãos de Deus, para amamenta-lo em casa.

 Quando olhamos para as vidas de cristãs fortes dos séculos passados, vamos encontrar a história de Marie Durant, que viveu na França, no século 17. Aos 14 anos de idade, ela foi presa por ser protestante. Na prisão disseram a ela: Se você quiser, pode sair da prisão em troca de uma frase: "Eu renuncio". Ela escreveu na parede de sua cela "Eu resisto". Ela ficou durante 38 anos fazendo o mesmo. 

 Em 1999, após servir os leprosos da índia por três décadas com seu marido Graham, Gladys Staines, recebeu a notícia que seu marido, seu pequeno Philips de 10 anos e seu Timothy  de 6 anos, haviam sido incinerados, queimados vivos, no banco de trás do seu carro. Ela disse aos jornais: Eu só tenho uma mensagem para o povo da índia: "Queimemos o ódio e espalhemos a chama do amor de Cristo." Esther, sua filha de 13 anos, ao ser questionada sobre como se sentia pelo assassinato do pai disse: "Eu louvo ao Senhor, por ter achado meu pai digno de morrer por Ele". Esses são exemplos verdadeiros de mulheres cristãs fortes!!   

  A maneira como vivemos nossa vida com Deus, e aquilo que acreditamos sobre Ele, é algo crucial, porque afeta aquilo que acreditamos sobre todo o resto. Quando construímos em nossas mentes um deus que é fraco, e sem poder, e que não está no controle de cada detalhe desse universo, vamos ser mulheres fracas, buscando ser fortes pelas habilidades que temos, por aquilo que fazemos, ou até mesmo pelos exercícios de força física, que praticamos regularmente (O exercício físico é importante, mas não deve ser a prioridade, e nem tomar o lugar e o tempo, da nossa devoção a Deus).

  Acredito que o segredo da força de uma mulher cristã está na frase "Eu resisto", escrita na parede da cela de Marie Durant. Em Efésios, cap.6 verso 10, o apóstolo Paulo, ordena aos cristão a serem fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. No verso 13, ele manda vestirem a armadura de Deus, para
poderem resistir no dia mau e, depois de terem vencido, permanecerem inabaláveis. Todos os dias somos convidadas e pressionadas a renunciar a nossa fé em troca da liberdade para fazermos a nossa vontade, ou o desejo do mundo em que vivemos. 

  O rei Salomão, em Provérbios 31:25, nos ensina o segredo da mulher virtuosa dizendo: "A força e dignidade são os seus vestidos, e, sorri diante do futuro". Ela armazenava no baú do seu coração a infinita graça de Deus nos acontecimentos passados, sendo fiel em tudo que prometeu, e por isso, o seguia com um coração repleto de confiança, na certeza que estaria com ela também no futuro. A força dessa mulher é demonstrada no trabalho, mas em benefício de outros, não dela própria.

 Querida amiga, qual das frases tem sido realidade em minha e em sua vida, quando nos encontramos diante de dificuldades nos relacionamentos familiares, nos conflitos conjugal, na perda da saúde, ou de pessoas queridas, na dificuldade financeira, nas pressões dos amigos e diante dos prazeres desse mundo?

   Eu renuncio a minha fé!
ou
Eu resisto até o fim!!

domingo, 6 de outubro de 2013

Será que é Depressão - PARTE 2

Será que é Depressão - PARTE 2

Na minha vida, a depressão foi causada por pecados não confessados a Deus e as pessoas que ofendi, sem pedir perdão e acertar. Parece algo simples, sem importância, mas para Deus é algo muito sério, pois impede que sejamos íntimos dEle (Sl 15). Quando pedi ao Espírito Santo que me revelasse pecados não confessados, que estavam no baú do meu coração, eu fiquei assustada. Parecia que não acabariam mais. Tenho certeza que meu querido marido não se esquece da noite em que passei pedindo o seu perdão por tantas atitudes, palavras sem amor ou de julgamento, que o magoaram desde a época do namoro. Ele já havia me perdoado, mas eu nunca havia me arrependido e confessado a ele e a Deus por tudo que tinha feito.
Quebra de princípios bíblicos e outros tipos de pecados também foram revelados, como orgulho, vaidade, amargura, falta de perdão, falta de amor, egoísmo etc. Enquanto não me arrependi, confessei e abandonei todos eles, a falta de paz e a angústia dominavam meu coração. A experiência do salmista Davi não foi diferente, ele sentiu seu coração acelerado, um profundo desânimo, teve vontade de morrer e pena de si mesmo, seus ossos envelheciam em meio a dores e gemidos, enquanto calou e escondeu os seus pecados de adultério e de assassinato. No salmo 51, ele mostra o seu arrependimento. Os sintomas físicos da sua tristeza profunda (depressão), causada por pecados não confessados, só foram aliviados depois do reconhecimento do erro que cometeu, da confissão e do abandono.
Amada amiga, eu sei que cada caso é um caso, e não há nenhum milagre para curar a depressão. Ela revela quem nós somos e não apenas a composição química do nosso cérebro. Pode haver um problema físico? Talvez. Portanto não defina seu problema como somente espiritual ou físico. Ao contrário, pense no problema como uma oportunidade para rever o seu coração e crescer espiritualmente. Para a glória de Deus, já se passaram 28 anos sem que eu dependa de qualquer remédio antidepressivo. A nossa luta é diária, mas Jesus disse que no mundo teremos aflições, mas devemos ter bom ânimo, pois ele venceu e nos ajudará a vencer também. A alegria no Senhor e em sua palavra tem sido o meu refrigério todos os dias!!!
O que fazer então, se estou com depressão? Aprendi com Deus algumas lições práticas desse momento sombrio da minha vida.
1) Pedir ao Espírito santo, todos os dias, para sondar o meu coração e ver se há algum pecado não abandonado ou não confessado contra Deus ou alguém. Se porventura houver, devo me humilhar e acertar antes de dormir. Dizem que alguns casos de câncer são causados por amargura e falta de perdão. Não podemos afirmar, mas, essa hipótese faz algum sentido, pois pecados causam enfermidades em nosso corpo. “Não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26)
2) Colocar versículos em alguns lugares da casa para serem meditados e memorizados tem me ajudado a criar raízes profundas para a época de seca, quando não for possível estudá-la de maneira intensa.
3) Não há desculpas para que eu deixe de fazer o bem todos os dias ao meu marido, filhos e família. Essa é a minha responsabilidade como administradora do lar, e isso inclui alimentação, limpeza da casa, roupa limpa e passada, e tudo mais........

4) Quando Jesus me salvou, Ele me deu a missão aqui na terra de fazer discípulas dEle, portanto, depois de cuidar da minha família, devo aproveitar meu tempo para servir ao Senhor e aos outros em suas necessidades, semeando, assim, a semente do evangelho de Jesus. Uma coisa pratica que faço é convidar mulheres para tomar um café comigo, e aproveito para fazer discípulas de Cristo ou evangelizá-las.
5) Devo me alegrar em todo o tempo no Senhor, pois pessoas ou circunstâncias me decepcionarão, mas a paz de Deus vai guardar o meu coração e mente se eu descansar completamente nEle. Deus prometeu suprir todas as minhas necessidades!! Que fantástico, não é mesmo?
Bem, querida, se você é uma mulher cristã, a graça de Deus e sua palavra serão sempre remédios suficientes para a sua alma aflita, por isso gaste um tempo do seu dia se alimentado dessa fonte inesgotável de vida e saúde, e você verá o resultado. Planeje ser uma provedora da graça, de maneira silenciosa e secreta. Depois, agradeça a Deus pela oportunidade. Entretanto, se porventura você é uma amiga do evangelho, e Jesus ainda não é o seu Senhor e Salvador, não tem como sentir a paz verdadeira, pois, somente Ele é o príncipe da paz. Em Mateus 11.28, Jesus disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”. Procure conhecer o plano maravilhoso de Deus ao enviar seu único filho, para salvar todo aquele que crer e confiar nEle como seu único Deus verdadeiro e Senhor (dono). As Escrituras revelam esse plano para você. Leia João 10.28, 5.24; Judas 1; 1Pedro 1.3-5; Gênesis 39.2; Tito 2.11-12, 3.7 e 1 João 5.13!! Se quiser saber mais, terei prazer em ajudá-la. O meu e-mail é lilianratn@gmail.com






sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Será que é Depressão - PARTE 1

Será que é Depressão?


Quando eu era uma esposa mais jovem, nos dois primeiros anos de casada, por diversas vezes senti-me desencorajada, triste, deprimida ou com ataque de pânico. Lembro-me de ficar completamente descontrolada, sem saber o que fazer. Em algumas ocasiões, meu marido correu comigo para um pronto socorro.  Quando chegava ao hospital com quase 200 batimentos cardíacos, os médicos aplicavam o “valium”, um dos calmantes mais fortes da época, e eu sentia uma falsa sensação de paz, amenizando, assim, “meu ataque de pânico”, pelo menos naquele momento, até voltar a ter outro.
Lembro- me que nessa época, quando meu primeiro filho, Tiago, tinha apenas três meses de vida, o medo que eu tinha de morrer, ou que alguma coisa acontecesse comigo, paralisava-me, deixando-me sem coragem, completamente insegura para sair sozinha, tomar decisões, fazer minhas tarefas de casa ou os afazeres mais simples do dia a dia. Eu pensava: “e se eu tiver um ataque na rua quando estiver sozinha com meu bebê? Quem vai me socorrer?” Imaginava situações bem tristes com minha família, e cada vez ficava mais dependente de remédio. Quando saía de casa, não podia esquecer o “valium”, se não, o desespero tomava conta do meu coração e passava mal no local em que eu estivesse. Cheguei a questionar com Deus se realmente eu era salva, pois não via saída para o meu desespero interior.
Otávio, meu querido esposo, ficou muito preocupado comigo, e levou-me a vários especialistas. Fiz todos os exames e nenhuma doença foi constatada, por isso, os médicos aconselharam que procurássemos um psiquiatra o mais rápido possível, para que eu pudesse fazer um tratamento terapêutico. Ao chegar em casa, fui buscar a face de Deus em oração e por meio da sua Palavra. Ele falou ao meu coração dizendo: “Lilian, atente para as minhas palavras; aos meus ensinamentos, incline os ouvidos... Porque são vida para quem os acha e saúde para o seu corpo”. “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o seu coração, porque dele procedem às fontes da vida”. (Pv 4.20-23)
 Nesse momento, pela graça de Deus, o Espírito Santo me deu coragem para tomar uma das decisões mais importantes da minha vida: “O Senhor  será o meu psiquiatra de agora em diante, e a sua Palavra, o remédio para a minha alma”. Decidi que não tomaria mais o “valium”, mesmo que sentisse angústia ou medo, e joguei todas as cartelas do remédio no vaso sanitário e dei descarga. Logo depois, quando estava sozinha, tive o ataque de pânico mais terrível da minha vida, porém, não voltei atrás na decisão, e busquei o único capaz de acalmar a minha alma e dar paz ao meu coração aflito.
Foram alguns meses de grandes lutas e algumas derrotas, mas aprendi o que o apóstolo Paulo escreveu na sua carta aos filipenses no capítulo 4, que diz: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos se coisa alguma; em tudo, porém sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”. (O remédio para o coração)
Homens famosos como Abraham Lincoln, o grande pregador inglês Charles Spurgeon e o missionário David Brainerd falaram e escreveram sobre suas lutas e angústias, porém, embora se sentissem sozinhos, aproveitaram os momentos sombrios, sem a luz do sol, para acreditar e agir de acordo com o que Deus diz, em vez de sentir o que Deus diz. Isso é viver pela fé, assim como relata Hebreus 11.1 - “Fé é a certeza das coisas que não se veem”. A depressão nos leva a acreditar em nós mesmos, e dar atenção apenas aos nossos pensamentos.
Mesmo que nos sintamos rejeitados pelos outros, Jesus promete que nunca nos rejeitará e que jamais nos abandonará (Sl 27.10; Hb 13.5). Muitas vezes, a ansiedade ou o medo dominam os nossos pensamentos (coração), e tal postura revela onde está a nossa confiança. Se ela está em Deus ou em nós. Moisés ensinou aos israelitas em Deuteronômio 8, que a vida no deserto os testavam para saber o que realmente havia em seus corações e se guardariam ou não os mandamentos do Senhor. Quando eles estavam descrentes, com medo ou raiva, falavam mais a respeito de si mesmos do que de Deus e de seus feitos. Em Filipenses 4.8, Paulo ensina o que deve ocupar os nossos pensamentos. Como já ouvi em algumas pregações e artigos, "o amor de Deus é como o amor de um pai para com seu filho, que não entende o amor paternal, e por isso, fica chorando por que o pai o tirou da brincadeira na lama, pois quer banhá-lo para levá-lo a uma viagem de férias na Disney”.

Você consegue perceber o que ocorre quando nossos desejos se tornam a coisa mais importante para nossa vida? A depressão nos leva a pensar que precisamos de amor, respeito, valor ou qualquer outro desejo do coração. Eles se transformam em necessidades, como se precisássemos disso tudo para viver. A bíblia chama isso de cobiça e ela sempre nos faz querer mais e mais. É como a jovem que toda vez que se vê sozinha e deprimida, sente um desejo forte de comprar sapatos, e mesmo que não precise e nem tenha mais lugar para guardá-los, ela sai em busca de satisfazer sua cobiça na esperança de que a sua angústia profunda seja aliviada.
Algumas pessoas desenvolvem um sentimento de amargura ou de ira por não terem conseguido o que queriam, se voltando ou contra alguém ou contra o próprio Deus. Muitas vezes, elas se expressam de forma amena com reclamações, murmurações, falta de perdão, ou pena de si mesma (Cl 3.8-16). As consequências são danosas. Ela começa fugir de alguém ou de responsabilidades cotidianas, ou até mesmo de problemas financeiros que precisam ser enfrentados. É como a esposa e mãe que deixa os seus afazeres da casa, vida conjugal com o marido e o cuidado dos filhos em razão da depressão, causando um mal sem limites a toda família. Em diversos casos como este, a raiz desta atitude, o pecado que gerou tal comportamento, tende ser a preguiça ou o egocentrismo. (Tg 4.17; Tt 2.4 e 5; Cl 3.18-2). 

Geralmente, a pergunta que fazemos é: Como posso fazer alguma coisa se sinto vontade de não fazer nada? Ou melhor, sinto vontade de morrer, correr, desaparecer ou ignorar. Em Tiago 4.17, ele responde essa pergunta de maneira bem prática: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando”. Se eu me sinto bem e feliz quando estou na rua passeando com amigas, ou fazendo algo para outras pessoas, e em casa, eu fico deprimida na hora de fazer as minhas tarefas diárias, mesmo que a intenção seja boa, existe algo errado com meu coração e não com meu físico. A mulher virtuosa de Provérbios 31 faz o bem todos os dias ao marido e filhos e nunca o mal. Falei sobre isso no artigo anterior, lembra?
Querida amiga, o descontentamento e a pena de si mesma fazem as pessoas viverem como vítimas, e não como alguém que recebeu graça e misericórdia infinitas. Devemos perguntar sempre a nós mesmas o que a minha depressão diz para mim? A resposta deve ser buscada na Palavra de Deus, antes de buscarmos outras formas de ajuda.


Texto continuará no próximo artigo "Será que é Depressão - PARTE 2"

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Mulher digna de confiança



“O que você espera encontrar num marido?”, o rapaz perguntou para a amiga enquanto estavam sentados conversando sobre amizade no Campus de uma Universidade. “Espero que tenha senso de humor, seja muito elegante, goste de música e alguém que goste de dançar”, ela respondeu em tom de brincadeira. Após dar um tempo para refletir na futilidade da resposta da amiga, o rapaz perguntou: “E a confiança? Não é importante?”. Até aquele momento, era algo que a jovem não havia pensado e muito menos observado em suas amizades. Ela queria apenas um passatempo.
Quando paramos para pensar nessa qualidade de caráter tão importante e tão escassa em nossos dias, percebemos que uma pessoa de confiança é alguém não muito estimada em nossa sociedade. Provavelmente, não será escolhida como amiga por todos e nem convidada para participar de todas as festas e reuniões na família, igreja, escola e muito menos no trabalho. Talvez, o motivo principal seja o medo de que ela possa estragar a “alegria” ao se posicionar diante da injustiça, conversas inúteis e imorais, músicas e danças sensuais e etc....
Entretanto, para nosso encorajamento, encontramos na Bíblia um exemplo de uma mulher digna de confiança, que influenciou completamente a vida do seu marido e filhos com os atributos de seu caráter e pela sua bondade. Provérbios 31:11,12 diz: “Seu marido tem plena confiança nela e nunca lhe falta coisa alguma. Ela só lhe faz o bem, e nunca o mal todos os dias da sua vida”. Já imaginou ser uma esposa assim?
Certamente, essa virtuosa mulher não se tornou confiável da noite para o dia. Esse atributo de caráter é resultado das diversas escolhas que ela fez ao longo de sua vida, ainda bem jovem na casa de seus pais. O temor ao Senhor, o respeito e a obediência aos pais, o falar somente a verdade, a avaliação criteriosa das amizades e os investimentos pensando a longo prazo foram os enfeites que a deixaram muito atraente para o seu marido. Ele não teve dúvida quando teve de pedi-la em casamento.
A lealdade a Deus em primeiro lugar é a base do seu alicerce. Em nossa cultura, as mulheres são ensinadas a investirem, desde bem novas, tempo e dinheiro para se tornarem bonitas, atraentes, sensuais e notáveis em suas profissões. Se necessário, não faz mal contar umas mentirinhas ou fazer coisas escondidas em troca de uma gratificação financeira ou alguma vantagem, “Todo mundo faz”! Embora pareça correto ser assim, muitos casamentos, lares, relacionamentos, contratos de trabalho estão sendo destruídos hoje pela quebra da confiança em alguém.
Lembro-me que há muitos anos, uma jovem esposa fez um empréstimo bem alto num banco, sem falar com seu marido, a fim de satisfazer alguns desejos do seu coração. Quando não pôde mais esconder e com as finanças em risco, ela decidiu contar a ele toda a verdade. Foi muito triste presenciar a cena de indignação e desespero daquele marido que confiou em sua esposa e como ela o levou a falência. Somente pela misericórdia de Deus aquele casamento não foi destruído e continua firme até hoje.
Agora, minha querida, diferente dessa mulher insensata, o coração da esposa de Provérbios é uma fonte de bondade que não para de jorrar nenhum instante. O objetivo dela é estar atenta às necessidades de seu marido e diariamente amá-lo, servi-lo, auxiliá-lo e tornar mais leve a vida dele. Seu marido não tem falta de nada, (nem de fazer sexo, nem de roupa limpinha, nem de comida gostosa e casa aconchegante), pois ela sempre está à sua disposição. A sua fonte nunca se torna suja ou impura com algum mal que possa prejudicar o seu marido. Ela também não pensa em recompensa ou elogio, pois sabe que o maior tesouro é obedecer a Deus e fazer o bem ao marido.
Bela amiga, se você é solteira, talvez esteja pensando que esse texto é só para mulheres casadas. Engano seu, ainda que a nossa cultura conflita com os padrões de Deus, as suas escolhas hoje refletirão no seu caráter e na maneira como agirá após o casamento, (se Deus lhe conceder um marido, é claro). “Ela fazia o bem todos os dias da sua vida”, significa “constantemente, sem parar”. O alicerce da confiança começa a ser construído a longo prazo, como estilo de vida de um solteiro, a medida que guarda o coração, teme a Deus, fala somente a verdade, busca ter sabedoria, serve aos outros, adquire conhecimento e aguarda o casamento.
Há pouco tempo acordei com um telefonema de uma querida amiga solteira pedindo-me oração e conselho, pois tinha de tomar uma decisão importante e difícil naquele momento . Ela me disse que havia acabado de receber uma proposta de trabalho de outra empresa do mesmo ramo para ganhar benefícios e salário melhor do que o seu atual. Orei com ela no telefone, e ela foi falar com o dono da empresa. Mais tarde, ela me contou, que quando falou em demissão, ele não aceitou e na mesma hora cobriu o salário e os benefícios que haviam oferecido. Ele não queria perdê-la, pois ela era uma funcionária de plena confiança. A confiança era muito importante para esse empresário também!!
Querida amiga, e a confiança? É importante para você? Se você nunca parou para pensar sobre isso, e só quer se divertir como a jovem da história que contei no começo, saiba que nunca é tarde para parar de pecar e fazer escolhas acertadas. Não importa se somos casadas ou solteiras, a ordem que temos da parte de Deus é a mesma. Devemos assumir o compromisso de ser dignas de confiança todos os dias de nossa vida e em qualquer lugar do mundo!!