sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Será que é Depressão - PARTE 1

Será que é Depressão?


Quando eu era uma esposa mais jovem, nos dois primeiros anos de casada, por diversas vezes senti-me desencorajada, triste, deprimida ou com ataque de pânico. Lembro-me de ficar completamente descontrolada, sem saber o que fazer. Em algumas ocasiões, meu marido correu comigo para um pronto socorro.  Quando chegava ao hospital com quase 200 batimentos cardíacos, os médicos aplicavam o “valium”, um dos calmantes mais fortes da época, e eu sentia uma falsa sensação de paz, amenizando, assim, “meu ataque de pânico”, pelo menos naquele momento, até voltar a ter outro.
Lembro- me que nessa época, quando meu primeiro filho, Tiago, tinha apenas três meses de vida, o medo que eu tinha de morrer, ou que alguma coisa acontecesse comigo, paralisava-me, deixando-me sem coragem, completamente insegura para sair sozinha, tomar decisões, fazer minhas tarefas de casa ou os afazeres mais simples do dia a dia. Eu pensava: “e se eu tiver um ataque na rua quando estiver sozinha com meu bebê? Quem vai me socorrer?” Imaginava situações bem tristes com minha família, e cada vez ficava mais dependente de remédio. Quando saía de casa, não podia esquecer o “valium”, se não, o desespero tomava conta do meu coração e passava mal no local em que eu estivesse. Cheguei a questionar com Deus se realmente eu era salva, pois não via saída para o meu desespero interior.
Otávio, meu querido esposo, ficou muito preocupado comigo, e levou-me a vários especialistas. Fiz todos os exames e nenhuma doença foi constatada, por isso, os médicos aconselharam que procurássemos um psiquiatra o mais rápido possível, para que eu pudesse fazer um tratamento terapêutico. Ao chegar em casa, fui buscar a face de Deus em oração e por meio da sua Palavra. Ele falou ao meu coração dizendo: “Lilian, atente para as minhas palavras; aos meus ensinamentos, incline os ouvidos... Porque são vida para quem os acha e saúde para o seu corpo”. “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o seu coração, porque dele procedem às fontes da vida”. (Pv 4.20-23)
 Nesse momento, pela graça de Deus, o Espírito Santo me deu coragem para tomar uma das decisões mais importantes da minha vida: “O Senhor  será o meu psiquiatra de agora em diante, e a sua Palavra, o remédio para a minha alma”. Decidi que não tomaria mais o “valium”, mesmo que sentisse angústia ou medo, e joguei todas as cartelas do remédio no vaso sanitário e dei descarga. Logo depois, quando estava sozinha, tive o ataque de pânico mais terrível da minha vida, porém, não voltei atrás na decisão, e busquei o único capaz de acalmar a minha alma e dar paz ao meu coração aflito.
Foram alguns meses de grandes lutas e algumas derrotas, mas aprendi o que o apóstolo Paulo escreveu na sua carta aos filipenses no capítulo 4, que diz: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos se coisa alguma; em tudo, porém sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”. (O remédio para o coração)
Homens famosos como Abraham Lincoln, o grande pregador inglês Charles Spurgeon e o missionário David Brainerd falaram e escreveram sobre suas lutas e angústias, porém, embora se sentissem sozinhos, aproveitaram os momentos sombrios, sem a luz do sol, para acreditar e agir de acordo com o que Deus diz, em vez de sentir o que Deus diz. Isso é viver pela fé, assim como relata Hebreus 11.1 - “Fé é a certeza das coisas que não se veem”. A depressão nos leva a acreditar em nós mesmos, e dar atenção apenas aos nossos pensamentos.
Mesmo que nos sintamos rejeitados pelos outros, Jesus promete que nunca nos rejeitará e que jamais nos abandonará (Sl 27.10; Hb 13.5). Muitas vezes, a ansiedade ou o medo dominam os nossos pensamentos (coração), e tal postura revela onde está a nossa confiança. Se ela está em Deus ou em nós. Moisés ensinou aos israelitas em Deuteronômio 8, que a vida no deserto os testavam para saber o que realmente havia em seus corações e se guardariam ou não os mandamentos do Senhor. Quando eles estavam descrentes, com medo ou raiva, falavam mais a respeito de si mesmos do que de Deus e de seus feitos. Em Filipenses 4.8, Paulo ensina o que deve ocupar os nossos pensamentos. Como já ouvi em algumas pregações e artigos, "o amor de Deus é como o amor de um pai para com seu filho, que não entende o amor paternal, e por isso, fica chorando por que o pai o tirou da brincadeira na lama, pois quer banhá-lo para levá-lo a uma viagem de férias na Disney”.

Você consegue perceber o que ocorre quando nossos desejos se tornam a coisa mais importante para nossa vida? A depressão nos leva a pensar que precisamos de amor, respeito, valor ou qualquer outro desejo do coração. Eles se transformam em necessidades, como se precisássemos disso tudo para viver. A bíblia chama isso de cobiça e ela sempre nos faz querer mais e mais. É como a jovem que toda vez que se vê sozinha e deprimida, sente um desejo forte de comprar sapatos, e mesmo que não precise e nem tenha mais lugar para guardá-los, ela sai em busca de satisfazer sua cobiça na esperança de que a sua angústia profunda seja aliviada.
Algumas pessoas desenvolvem um sentimento de amargura ou de ira por não terem conseguido o que queriam, se voltando ou contra alguém ou contra o próprio Deus. Muitas vezes, elas se expressam de forma amena com reclamações, murmurações, falta de perdão, ou pena de si mesma (Cl 3.8-16). As consequências são danosas. Ela começa fugir de alguém ou de responsabilidades cotidianas, ou até mesmo de problemas financeiros que precisam ser enfrentados. É como a esposa e mãe que deixa os seus afazeres da casa, vida conjugal com o marido e o cuidado dos filhos em razão da depressão, causando um mal sem limites a toda família. Em diversos casos como este, a raiz desta atitude, o pecado que gerou tal comportamento, tende ser a preguiça ou o egocentrismo. (Tg 4.17; Tt 2.4 e 5; Cl 3.18-2). 

Geralmente, a pergunta que fazemos é: Como posso fazer alguma coisa se sinto vontade de não fazer nada? Ou melhor, sinto vontade de morrer, correr, desaparecer ou ignorar. Em Tiago 4.17, ele responde essa pergunta de maneira bem prática: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando”. Se eu me sinto bem e feliz quando estou na rua passeando com amigas, ou fazendo algo para outras pessoas, e em casa, eu fico deprimida na hora de fazer as minhas tarefas diárias, mesmo que a intenção seja boa, existe algo errado com meu coração e não com meu físico. A mulher virtuosa de Provérbios 31 faz o bem todos os dias ao marido e filhos e nunca o mal. Falei sobre isso no artigo anterior, lembra?
Querida amiga, o descontentamento e a pena de si mesma fazem as pessoas viverem como vítimas, e não como alguém que recebeu graça e misericórdia infinitas. Devemos perguntar sempre a nós mesmas o que a minha depressão diz para mim? A resposta deve ser buscada na Palavra de Deus, antes de buscarmos outras formas de ajuda.


Texto continuará no próximo artigo "Será que é Depressão - PARTE 2"

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Mulher digna de confiança



“O que você espera encontrar num marido?”, o rapaz perguntou para a amiga enquanto estavam sentados conversando sobre amizade no Campus de uma Universidade. “Espero que tenha senso de humor, seja muito elegante, goste de música e alguém que goste de dançar”, ela respondeu em tom de brincadeira. Após dar um tempo para refletir na futilidade da resposta da amiga, o rapaz perguntou: “E a confiança? Não é importante?”. Até aquele momento, era algo que a jovem não havia pensado e muito menos observado em suas amizades. Ela queria apenas um passatempo.
Quando paramos para pensar nessa qualidade de caráter tão importante e tão escassa em nossos dias, percebemos que uma pessoa de confiança é alguém não muito estimada em nossa sociedade. Provavelmente, não será escolhida como amiga por todos e nem convidada para participar de todas as festas e reuniões na família, igreja, escola e muito menos no trabalho. Talvez, o motivo principal seja o medo de que ela possa estragar a “alegria” ao se posicionar diante da injustiça, conversas inúteis e imorais, músicas e danças sensuais e etc....
Entretanto, para nosso encorajamento, encontramos na Bíblia um exemplo de uma mulher digna de confiança, que influenciou completamente a vida do seu marido e filhos com os atributos de seu caráter e pela sua bondade. Provérbios 31:11,12 diz: “Seu marido tem plena confiança nela e nunca lhe falta coisa alguma. Ela só lhe faz o bem, e nunca o mal todos os dias da sua vida”. Já imaginou ser uma esposa assim?
Certamente, essa virtuosa mulher não se tornou confiável da noite para o dia. Esse atributo de caráter é resultado das diversas escolhas que ela fez ao longo de sua vida, ainda bem jovem na casa de seus pais. O temor ao Senhor, o respeito e a obediência aos pais, o falar somente a verdade, a avaliação criteriosa das amizades e os investimentos pensando a longo prazo foram os enfeites que a deixaram muito atraente para o seu marido. Ele não teve dúvida quando teve de pedi-la em casamento.
A lealdade a Deus em primeiro lugar é a base do seu alicerce. Em nossa cultura, as mulheres são ensinadas a investirem, desde bem novas, tempo e dinheiro para se tornarem bonitas, atraentes, sensuais e notáveis em suas profissões. Se necessário, não faz mal contar umas mentirinhas ou fazer coisas escondidas em troca de uma gratificação financeira ou alguma vantagem, “Todo mundo faz”! Embora pareça correto ser assim, muitos casamentos, lares, relacionamentos, contratos de trabalho estão sendo destruídos hoje pela quebra da confiança em alguém.
Lembro-me que há muitos anos, uma jovem esposa fez um empréstimo bem alto num banco, sem falar com seu marido, a fim de satisfazer alguns desejos do seu coração. Quando não pôde mais esconder e com as finanças em risco, ela decidiu contar a ele toda a verdade. Foi muito triste presenciar a cena de indignação e desespero daquele marido que confiou em sua esposa e como ela o levou a falência. Somente pela misericórdia de Deus aquele casamento não foi destruído e continua firme até hoje.
Agora, minha querida, diferente dessa mulher insensata, o coração da esposa de Provérbios é uma fonte de bondade que não para de jorrar nenhum instante. O objetivo dela é estar atenta às necessidades de seu marido e diariamente amá-lo, servi-lo, auxiliá-lo e tornar mais leve a vida dele. Seu marido não tem falta de nada, (nem de fazer sexo, nem de roupa limpinha, nem de comida gostosa e casa aconchegante), pois ela sempre está à sua disposição. A sua fonte nunca se torna suja ou impura com algum mal que possa prejudicar o seu marido. Ela também não pensa em recompensa ou elogio, pois sabe que o maior tesouro é obedecer a Deus e fazer o bem ao marido.
Bela amiga, se você é solteira, talvez esteja pensando que esse texto é só para mulheres casadas. Engano seu, ainda que a nossa cultura conflita com os padrões de Deus, as suas escolhas hoje refletirão no seu caráter e na maneira como agirá após o casamento, (se Deus lhe conceder um marido, é claro). “Ela fazia o bem todos os dias da sua vida”, significa “constantemente, sem parar”. O alicerce da confiança começa a ser construído a longo prazo, como estilo de vida de um solteiro, a medida que guarda o coração, teme a Deus, fala somente a verdade, busca ter sabedoria, serve aos outros, adquire conhecimento e aguarda o casamento.
Há pouco tempo acordei com um telefonema de uma querida amiga solteira pedindo-me oração e conselho, pois tinha de tomar uma decisão importante e difícil naquele momento . Ela me disse que havia acabado de receber uma proposta de trabalho de outra empresa do mesmo ramo para ganhar benefícios e salário melhor do que o seu atual. Orei com ela no telefone, e ela foi falar com o dono da empresa. Mais tarde, ela me contou, que quando falou em demissão, ele não aceitou e na mesma hora cobriu o salário e os benefícios que haviam oferecido. Ele não queria perdê-la, pois ela era uma funcionária de plena confiança. A confiança era muito importante para esse empresário também!!
Querida amiga, e a confiança? É importante para você? Se você nunca parou para pensar sobre isso, e só quer se divertir como a jovem da história que contei no começo, saiba que nunca é tarde para parar de pecar e fazer escolhas acertadas. Não importa se somos casadas ou solteiras, a ordem que temos da parte de Deus é a mesma. Devemos assumir o compromisso de ser dignas de confiança todos os dias de nossa vida e em qualquer lugar do mundo!!

sexta-feira, 1 de março de 2013

Casamento: dom de Deus



Casamento: dom de Deus

Nos seis meses que passaram, priorizei os preparativos do casamento do nosso filho mais velho, que ocorreu no primeiro sábado de fevereiro. Ele e sua noiva tinham tantas coisas para pensar e para decidir durante um ano, que não podíamos, como pais do noivo, de forma alguma deixar de ajudá-los em tudo o que precisassem, nem que fosse só para estar ao lado deles nos momentos difíceis, quando as coisas saíam diferente do planejado. Foi um tempo único que tivemos como família e por isso valeu a pena todo o esforço e dedicação para aliviar o peso das tensões que normalmente os noivos sofrem, para que eles não desfalecessem no percurso.
Num período de um ano e cinco meses, nossos dois filhos homens casaram e neste intervalo, ganhamos um lindo netinho como presente de Deus. Grandes mudanças ocorreram em nossa família em pouco tempo, mas louvamos ao Senhor, porque todas elas fazem parte do seu maravilhoso plano para nós e para eles.
Quando meus filhos eram pequenos, ouvia sempre de uma amiga muito querida, que hoje já está com o Senhor, a seguinte afirmação: “Lilian, não existe adolescente crente, só aborrecentes”. Eu confesso que ficava um pouco atormentada com essas palavras e não conseguia concordar com ela. Na época, eu tinha em casa dois filhos meninos ainda crianças, que tinham entendido e aceitado a mensagem do evangelho com quatro aninhos e já amavam a Deus e a sua palavra com temor a Ele em seus corações.
Hoje posso afirmar que realmente, Tiago e Filipe, pela graça de Deus, não fizeram parte dessa estatística da minha amiga. Eles foram adolescentes crentes, sim! Eles brincavam, estudavam, jogavam futebol e por onde passavam, deixavam as marcas de Jesus e impactavam muitas vidas com a mensagem do evangelho. Em vez de serem influenciados, eles influenciavam e ganharam vários colegas para Jesus, dando continuidade por meio de discipulados, podendo hoje, terem o privilégio de congregarem na mesma igreja que muitos deles. As suas vidas foram marcadas pela alegria da salvação, pelo o amor ao próximo, pela obediência a Deus e aos pais em tudo, e também pela submissão a toda autoridade instituída na vida deles, como: os professores, diretores, liderança da igreja local que congregávamos, pois sabiam que as autoridades eram colocadas por Deus sobre eles e por isso tinham que sempre obedecê-las. Além disso, eles também souberam desenvolver com excelência o dom de estarem solteiros servindo ao corpo de Cristo de diversas formas.
Tiago foi chamado por Deus aos onze anos para servi-lo de tempo integral, depois de assistir o filme “Atrás do Sol” em uma reunião de juniores da igreja. Quando chegou em casa, ele nos chamou e disse: “Pai, mãe, quero ir pregar o evangelho de Jesus aos mulçumanos”. Achamos que pudesse ser uma decisão emocional, mas ficamos muito felizes com a sua disposição. Passaram-se os anos e Deus foi confirmando o seu chamado até que, aos 17 anos, ele foi para o Seminário Bíblico Palavra da Vida e fez o curso de bacharelado em Teologia (cinco anos). Logo depois, foi ordenado pastor de uma igreja batista em São Paulo, mas ele continuou se dedicando ao estudo da Palavra de Deus e, hoje, com 28 anos, tem dois diplomas de mestrado em teologia, sendo também professor de línguas originais e de vários outros temas.
Filipe foi chamado para servir ao Senhor nas escolas que frequentou até passar para a Escola Técnica Estadual e depois na USP, onde fez o curso de Engenharia. Durante cinco anos, morou na cidade de São Carlos e enfrentou todos os desafios de estar longe da família e no meio de jovens que vão para a universidade com o objetivo de, além de estudar, se entregarem a toda sorte de prazeres da carne. Enquanto ainda estávamos na fila da inscrição, Deus nos fez conhecer a esposa do pastor de uma igreja da cidade, que nos levou para passar a noite em sua casa e abriu as portas para que o Filipe pudesse alugar um apartamento com outros jovens cristãos, dando início a uma república, em que apenas um jovem não era cristão, sendo depois evangelizado por eles. Durante o tempo que permaneceu fora de casa, ele obedeceu a Deus e a nós pais em tudo, continuou seu ministério como ministro de música em nossa igreja em São Paulo, vindo todos os finais de semana. Começou também uma célula de estudos bíblicos abertos para outros jovens, participou do grupo da ABU semanal, levando mensagens sobre o evangelho de Cristo a seus amigos de sala. No penúltimo ano de faculdade, ele ganhou uma bolsa para estudar na Alemanha, onde morou oito meses e estudou alemão. Lá, conheceu muitos irmãos em Cristo de outros países e participou de uma igreja em que o pastor e a esposa são americanos, podendo ser discipulado, treinar o inglês e servir ao Senhor com seus talentos e dons naquele corpo de Cristo local. Sou testemunha do amor que ele sempre teve pelo reino de Deus e como desenvolveu o dom de estar solteiro com prioridade em sua vida e para o bem dos outros.
O apostolo Paulo diz, em 1 Cor.7:32,  que o solteiro cuida das coisas do Senhor, em como agradá-lo, e foi exatamente isso o que tanto o Tiago como o Filipe fizeram enquanto estavam solteiros. Agora, Deus achou por bem mudar a realidade de suas vidas de uma maneira muito especial. Não vou contar como conheceram suas lindas noivas tementes a Deus, mas assim como eles, elas se guardaram virgens até o dia do casamento. Certamente, não foi uma coisa fácil, mas pelo poder de Deus, e com a ajuda dos pais e conselheiros na prestação de contas no namoro, eles esperaram o casamento e a lua de mel, para se entregarem e descobrirem as delícias do amor conjugal criado por Deus.
O casamento, diferente do que muitos pensam, é um dom de Deus para sua glória. Digo isto porque está escrito na Bíblia; não pode ser considerado um lugar em que haja espaço para exibicionismo, satisfação de desejos egoístas e ostentação. É um compromisso que tem de durar a vida toda, até que a morte os separe. Eles sabem que terão de amar suas esposas como Cristo amou sua igreja e se entregou por ela. As esposas também já aprenderam que precisarão respeitá-los como maridos, submetendo-se a eles como a igreja se submete a Cristo em tudo. E cada um com seu dom, permanecerão contribuindo para que o reino de Deus cresça aqui na terra, tendo comunhão com o corpo de Cristo.
Querida amiga, o testemunho desses jovens  tem como único objetivo encorajar outros adolescentes e jovens a levarem a sério sua  vida com Deus, não dando desculpas para amar e viver no mundo. Se você é solteira, é para Deus que deve viver e não para aproveitar seu tempo de sobra, buscando um casamento para se sentir realizada e feliz. Descanse, pois o dia que Deus quiser mudar sua realidade de vida, Ele lhe dará um noivo temente à Sua Palavra para que juntos possam glorificá-lo. Enquanto espera, dedique-se a conhecer a Deus e a sua vontade, crescendo na maturidade espiritual através do estudo diário da Palavra de Deus e da oração. Se você é casada, é ao marido que deve agradar e se submeter, colocando os deveres de casa como prioridade em sua vida e os interesses dele acima dos seus. Quando Deus nos concede o dom do casamento é porque deseja nos usar de modo especial como auxiliadoras do marido, para que ele seja bem sucedido e respeitado em seu trabalho como provedor e  lider do lar e em seu ministerio na igreja local.

sábado, 8 de setembro de 2012

Combatendo o mundanismo


Antes de qualquer coisa, é válido definirmos: o que é mundanismo? Com ampla base nas Escrituras, podemos dizer que mundanismo é a natureza humana sem Deus, sendo governada pelo deus deste século. Ou seja, aqueles que amam este mundo são controlados por interesses mundanos, como: a busca por prazer, poder, sucesso, conforto e tudo o que este mundo pode oferecer.
Certa vez, Jesus falando à multidão disse-lhes: “Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai do homem é o que o contamina. Porque de dentro do coração dos homens é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, mentira, a soberba, a loucura” (Mc.7.15,20,21). Apesar de já nascermos com a semente do pecado, herdada de Adão, o apóstolo João nos dá esperança de vitória sobre essa grande desvantagem. Ele diz: “todo o que é nascido de Deus vence o mundo”. MAS, o que significa “vencer o mundo”?
Algumas pessoas acreditam que só é possível ganhar a luta com isolamento ou fugindo do mundo, como um soldado que evita o sofrimento e foge da batalha, ou como os monges, que se retiram para seus mosteiros. Entendo que o apóstolo, no texto mencionado anteriormente, está nos encorajando a vivermos no mundo, sem fugir dele, mas também sem permitir que o mundo viva em nosso coração, em nossa maneira de pensar, falar e agir. Assim como Jesus orou ao Pai pelos seus discípulos, ele não pediu que os tirasse do mundo, mas que os livrasse do mal (desse mundo), nós também devemos permanecer nele.
O amor e temor a Deus e ao mundo é incompatível (“Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo — a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens — não provém do Pai, mas do mundo. O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.”1Jo.2.15-17). Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer um e amar o outro, ou terá devoção por um e desprezará o outro (Lc 16.13). O abandono da fé em Cristo e do caminho de santidade começa no coração, quando desprezamos as verdades de Deus pelas mentiras e enganos que o mundo nos oferece. Lembre-se: “a nossa vontade se inclina de acordo com o que amamos”.
Apenas um único sentimento deve governar nossas vidas: uma paixão santa por Deus e pela sua obra. No entanto, o mundo está em batalha constante contra Cristo e sua igreja. Ao aconselhar mulheres que se desviaram dos caminhos do Senhor, vejo as mesmas paixões mundanas dominando os corações delas: amizades e conversas mundanas, filmes de terror ou com cenas imorais, desejo de usar roupas indecentes e sensuais para chamar a atenção dos homens, músicas com letras pervertidas e obcenas, pensamentos e imaginações lascivos, que provocam a autossatisfação por meio da masturbação, ou relacionamentos sexuais ilícitos com algum namorado.
Hoje, os celulares e a internet estão sendo usados como verdadeiras armas mundanas para derrubar as jovens cristãs que se entregam a uma idolatria de relacionamento, escolhendo desobedecerem a Deus e aos pais, trocando a própria família pelos seus amigos do mundo. Isso se torna como uma droga, viciante como qualquer entorpecente ou álcool.
A vitória sobre o mundo exigirá uma decisão de romper claramente com amigos, estilos e hábitos de vida mundanos. Assim como Josué disse: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15b), temos de priorizar o temor do Senhor acima do temor aos homens, considerar mais valiosa a vontade de Deus do que a dos homens, aceitando, assim, a rejeição daqueles que estão no mundo por conta disso. “A lealdade a Deus nos levará a uma verdadeira liberdade em Cristo”. O pecado nos escraviza!
Alguém que vence o mundo vive além das circunstâncias. Nada e ninguém poderão afastá-la do viver centralizado em Cristo. Isto significa permanecer em paz consigo mesma, ainda que os amigos e as pessoas a desprezarem por servir ao Senhor, suportando com paciência as perseguições. Lutero disse que sofrer perseguições é uma característica inevitável do cristão. Por isso, não é de espantar que as pessoas do mundo, que odeiam Cristo, nos odiarão também. "O mundo que sorri para nós é um lugar perigoso".
Esse combate requererá de nós uma constante autorrenúncia. Abraão é o maior exemplo de alguém que, renunciando a si mesmo, obedeceu a Deus saindo de sua parentela, sem saber para onde ia; abriu mão das terras regadas pelo rio Jordão, para entregá-las ao seu primo Ló; recebendo a ordem de Deus para sacrificar seu único filho Isaque, como prova do seu amor leal, não hesitou em obedecê-lo. Será que temos tido essa mesma fidelidade e lealdade a Deus?
Atualmente, pouco se fala sobre a separação do cristão do mundo. Paulo disse: “Não vos ponhas em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade?” Nenhuma! Ou “que comunhão há da luz com as trevas?” Nenhuma! (2Co 6.14).  Ou “que harmonia, entre Cristo e os demônios? (v.15) Nenhuma! Ao contrário, somos exortados a sair do meio deles: “Retirai-vos do meio deles” (17). O que significa que devemos nos retirar do meio da iniquidade, das trevas, dos artifícios satânicos, da vida e do mundanismo do incrédulo.
Querida amiga, talvez você esteja se perguntando: “Como sair, se estou rodeada de pessoas mundanas em casa, no trabalho, na família, na escola e até mesmo na igreja que frequento aos domingos?” Essa é a realidade de todas nós, mas temos a resposta na carta de Paulo aos romanos no capítulo 12 versículo 2. “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. O sacrifício que Deus pede hoje de nós, mulheres cristãs, é uma vida santa (separada) e agradável a Ele. Um estilo de vida que expressa completa devoção e satisfação em Cristo. Não devemos ser moldadas pelos pensamentos feministas do mundo e nem pelos que ditam a sua moda. Podemos encontrar na graça de Deus e em sua Palavra, tudo que precisamos para vivermos, aqui nesse mundo, de maneira realizada e feliz, cumprindo a missão que Deus tem para cada uma de nós, como solteiras ou casadas.
“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente”.(Tito 2.11-12)
No próximo artigo continuaremos esse assunto, se Deus assim permitir!



quarta-feira, 11 de julho de 2012

Um coração transformado



Vivemos num mundo em que cada vez mais nós mulheres temos a tecnologia a nosso favor para otimizar tempo e trabalho, mas mesmo assim, estamos sempre correndo, fazendo muitas coisas e sem tempo para dedicarmos a Deus e a família. Ao voltarmos alguns anos atrás, encontramos uma realidade sem máquina de lavar, com roupas sendo lavadas e torcidas à mão, comida feita em fogão à lenha e roupas confeccionadas pelas mães, que, geralmente, eram as costureiras da família e não costumavam comprar roupa pronta.

As facilidades domésticas atuais, em vez de nos ajudarem a desenvolvermos uma vida mais tranquila, dedicada a Deus, ao marido, aos filhos, às tarefas do lar e às boas obras ao próximo, parecem que são a causa do aumento de atividades no lar e fora dele, resultando em grande ansiedade e perturbação no coração de muitas de nós.

Na Bíblia, em Lucas 10.38-42, lemos uma história interessante que nos revela alguns dos motivos que nos impulsionam a estarmos sempre ocupadas, correndo de um lado para o outro. Jesus estava num certo povoado em Betânia e foi hospedado por duas irmãs: Marta e Maria. Elas ficaram maravilhadas com a visita do Mestre e seus discípulos e por isso, certamente, queriam fazer o melhor. Quem de nós também não ficaria feliz com receber em casa a presença de Deus em carne?

Entretanto, algo desagradável aconteceu durante o tempo em que Jesus esteve com elas. No momento em que Ele aproveitou para ensiná-las, Maria parou todos os seus afazeres e assentou-se aos Seus pés para ouvi-lO; Marta, porém, manteve-se ocupada com os muitos serviços da casa. Ao ver que sua irmã não estava mais ajudando, indignou-se, perdeu o controle emocional e com um sentimento de autocomiseração, atrapalhou o Mestre e questionou se Ele não se importava pelo fato da irmã tê-la deixado sozinha e, seguiu dando-lhe uma ordem: “Mande que ela venha me ajudar”.

Marta demonstrou ainda não ter um coração totalmente transformado, pelo contrário, agiu com ansiedade, egoísmo e orgulho. Queria a presença de Jesus em sua casa, mas não com a motivação correta. A sua inquietação aponta para um temor maior aos homens do que a Deus. Queria impressioná-lo com as coisas que estava fazendo para Ele, revelando com isso o que era mais importante em seu coração, sem perceber o milagre da presença de Jesus e tudo o que poderia aprender com Ele.

Maria já tinha o seu coração mudado e, por isso, sabia que era mais importante interromper o trabalho, colocar de lado as coisas secundárias e dar atenção às palavras do seu Senhor. Ele, sim, era sua prioridade e necessidade naquele momento. Ela não temeu o que sua irmã diria ou faria, mas agiu com piedade e um temor sincero a Deus. 

Jesus não estava tão interessado na super refeição que Marta estava preparando como uma boa anfitriã. Apenas um único e simples prato, sem muita elaboração, seria o suficiente para Ele. Maria, porém, escolheu o excelente e o que tinha maior valor: o alimento que nunca seria tirado do seu coração - o pão da vida!

Querida amiga, que lição importante podemos tirar para nossas vidas!!

Com quem somos mais parecidas: com Marta ou Maria? Qual tem sido nossa prioridade ao acordarmos: Jesus ou nossas preocupações diárias? Confesso que em alguns momentos sou bem semelhante à Marta e dou mais valor ao secundário, desprezando o pouco tempo em que tenho a sós com Deus. É comum ouvirmos e darmos desculpas como: “não tenho tempo”, “hoje em dia a vida é muito corrida” etc. Sabemos, no entanto, que nada disso interfere em nossas decisões ou no que escolhemos como prioridade em nosso coração. Se não decidirmos que o mais importante é ficar aos pés de Jesus para desfrutar da presença Dele, sempre teremos uma vida agitada, ocupadas com muitas coisas e não arrumaremos tempo para desenvolver uma comunhão íntima com Ele.

Como podemos, então, nos tornar mulheres como Maria? Mais dedicadas a Deus, escolhendo o que é necessário e fundamental em vez do secundário? Em Provérbios 3:6 diz: “Reconhece-o em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas”. A primeira ação importante que tenho aprendido é que logo cedo, quando acordo, eu pergunto a Deus: qual o Seu plano para mim hoje? Depois, invisto tempo para ouvi-lO em Sua palavra. Durante todo o dia, surgem telefonemas e situações em que vou precisar consultá-lo: Senhor o que queres que eu pense ou faça agora, nessa situação ou decisão? O que queres que eu diga a alguém que me feriu com palavras? Qual expressão facial devo ter ao ouvir essas coisas? E muitas outras perguntas...

Não é algo fácil para nós mulheres, que estamos sempre fazendo muitas coisas ao mesmo tempo, buscarmos primeiramente a Deus antes de agirmos. Entretanto, quando temos o nosso coração transformado por Cristo, vale a pena sempre escolher a melhor parte, pois, com muito prazer, Deus assume o restante e dirige o nosso caminho.